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ECONOMIA

Confiança das grandes empresas do comércio de SP cai ao menor nível desde 2016, aponta FecomercioSP

O indicador das empresas com mais de 50 empregados recuou 8,2% em outubro, para 86,2 pontos, e o índice geral do comércio paulista caiu 3%, segundo a FecomercioSP.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Confiança das grandes empresas do comércio de SP cai ao menor nível desde 2016, aponta FecomercioSP
Foto: Reprodução

A confiança das grandes empresas do comércio de São Paulo caiu em outubro e chegou ao menor nível desde julho de 2016, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), divulgado nesta sexta-feira (6).

Grandes e pequenas empresas

O indicador das companhias com mais de 50 empregados recuou 8,2%, de 93,9 para 86,2 pontos. Entre as pequenas empresas, a queda foi de 2,9%, para 90,6 pontos. Pela primeira vez desde junho de 2022, os empresários de maior porte estão mais pessimistas que os de menor porte. Em agosto, a diferença superava 11 pontos em favor das grandes.

Índice geral

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) caiu 3% em outubro, para 90,5 pontos, o menor nível desde maio de 2021. Na comparação com outubro do ano passado, a queda é de 5,4%. O indicador segue abaixo dos 100 pontos, marca que separa pessimismo de otimismo. A avaliação das condições atuais dos negócios chegou a 63,8 pontos, o menor patamar desde junho de 2021.

Investimento e contratação

O indicador de disposição para investir acumula nove quedas mensais seguidas, a maior sequência negativa desde o início da série, em 2011, e soma 23 meses abaixo dos 100 pontos. Na comparação anual, a retração é de 11,6%. O índice de expectativa de admissão de funcionários caiu 3%, para 109 pontos, o menor nível desde setembro de 2025. O Índice de Expansão do Comércio (IEC), que reúne expectativas de contratação e investimento, ficou 7,5% abaixo do registrado um ano antes.

A entidade atribui o cenário ao enfraquecimento das vendas, ao crédito caro e às incertezas sobre a política econômica. Para a federação, as empresas devem preservar caixa, evitar compromissos financeiros de longo prazo e reavaliar projetos de expansão, inclusive no planejamento da Black Friday e do Natal.

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