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Citigroup e BCA Research rebaixam recomendação de ativos brasileiros após a reeleição de Lula

O Citigroup encerrou posições otimistas no Brasil, e a BCA Research rebaixou ações, títulos e crédito soberano do país. As duas citam piora na relação entre risco e retorno diante das dúvidas sobre disciplina fiscal e reformas.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Citigroup e BCA Research rebaixam recomendação de ativos brasileiros após a reeleição de Lula
Foto: Reprodução

O banco Citigroup e a gestora BCA Research rebaixaram a recomendação para os ativos brasileiros após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25). As duas casas argumentam que a relação entre risco e retorno de ações, títulos e moeda piorou, à medida que investidores reavaliam as perspectivas de disciplina fiscal e de reformas estruturais no novo mandato.

O que fez o Citi

Na segunda-feira (26), o Citi deixou suas posições otimistas em ativos brasileiros. O banco retirou a recomendação de exposição acima da média (overweight) a ações e encerrou a posição comprada no real. "Embora os preços possam cair para muito abaixo de níveis considerados justos, o mercado estava posicionado na ponta compradora antes desse desfecho, o que torna plausível um movimento exagerado. Diante do resultado da eleição, encerramos nossa exposição ao risco Brasil", afirmou o Citi.

O que fez a BCA Research

A BCA rebaixou o Brasil em relação aos mercados emergentes. Para a gestora, a vitória de Lula "põe fim à perspectiva de um governo ortodoxo que promova melhorias estruturais nas contas fiscais e no crescimento potencial do Brasil". A casa reduziu as ações brasileiras de "neutras" para "abaixo da média", citando aumento dos riscos de inadimplência, piora das perspectivas de crescimento e pressões inflacionárias decorrentes de uma moeda mais fraca. Os títulos em moeda local e o crédito soberano também foram rebaixados de "acima da média" para "abaixo da média", com alerta para a deterioração da dinâmica da dívida pública.

Contexto

Estrategistas citados nas análises avaliam que uma política fiscal mais frouxa, uma dívida pública menos favorável e um avanço mais lento das reformas voltadas ao crescimento podem pressionar os mercados brasileiros, apesar das limitações impostas por um Congresso de maioria de partidos de direita. O mercado previa a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), que vinha liderando as pesquisas eleitorais.

Na segunda-feira, os ativos brasileiros despencaram, e o Ibovespa, índice da B3, caiu 13,9%, a maior queda em um único dia desde março de 2020.

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