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EXPORTAÇÃO DE CARNE

China eleva para 67% tarifa sobre carne brasileira após fim da cota

Taxa adicional de 55% passa a valer nesta quinta-feira e se soma ao imposto de 12% já aplicado no mercado chinês

Redação MNEconomia2 min de leitura
China eleva para 67% tarifa sobre carne brasileira após fim da cota
Foto: Ministério da Notícia

A carne brasileira passa a pagar uma tarifa adicional de 55% para entrar no mercado chinês a partir desta quinta-feira. Somada ao imposto de 12% que já era cobrado, a tributação total chega a 67% para os exportadores. O reajuste ocorre porque o Brasil esgotou na última terça-feira a cota de vendas sem sobretaxa estabelecida pela China, que atua como a maior compradora do produto brasileiro. O governo chinês introduziu a cobrança extra para vários países no final de 2025 com o objetivo de proteger os produtores locais. Segundo as autoridades do país asiático, a produção interna vinha sofrendo prejuízos devido à concorrência da carne importada mais barata. A cota anual destinada ao Brasil neste ano foi fixada em 1,106 milhão de toneladas. Para o ano de 2027, o limite acordado sofrerá um pequeno acréscimo e subirá para 1,128 milhão de toneladas.

Setor avalia impactos e nova cota Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, afirmou que o teto de 2027 pode ser esgotado logo no primeiro trimestre. A entidade tenta negociar com o governo uma divisão oficial do volume entre os frigoríficos com base no histórico de vendas. A discussão ganhou urgência após a China autorizar novas unidades produtoras a exportar para o país. Entre as novas plantas aprovadas pelo Ministério da Agricultura estão a Supremo Carnes, em Minas Gerais, e a Masterboi, em Pernambuco. A cota oficial deste ano só foi atingida no fim de setembro, mas o setor já enfrentava dificuldades desde o mês de julho. Com o volume limite próximo do fim, as exportações perderam ritmo e os frigoríficos reduziram as operações para cumprir contratos pontuais. A queda nos embarques reduziu as margens de lucro e apertou o caixa das empresas brasileiras, que dependem dos pagamentos antecipados dos chineses. Em setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Uruguai havia cedido ao Brasil parte de sua cota de exportação para a China, embora o governo chinês não tenha se pronunciado oficialmente. Para o próximo ciclo, os frigoríficos planejam iniciar os abates mais cedo e antecipar os embarques para que a carne chegue aos portos chineses logo em janeiro de 2027.

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