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ECONOMIA

Chilli Beans pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões em dívidas

A rede de óculos, relógios e acessórios informou que o plano foi alinhado com credores e prevê aporte de até R$ 50 milhões. O pedido foi apresentado na noite de sexta-feira (30).

Redação MNEconomia2 min de leitura
Chilli Beans pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões em dívidas
Foto: Reprodução

A Chilli Beans, rede brasileira de óculos, relógios e acessórios, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 340 milhões em dívidas. O pedido foi apresentado na noite de sexta-feira (30), e a empresa divulgou o comunicado neste sábado (31).

O plano

Segundo a companhia, o plano foi alinhado com os principais credores e prevê novos prazos e condições de pagamento, além de aporte de até R$ 50 milhões para financiar a reestruturação. O Itaú, a consultoria Akron e a gestora Vega atuam como "financiadores âncora" e coordenam a injeção de novos recursos.

A empresa não detalhou o que levou ao endividamento. No fim de agosto, o fundador e presidente-executivo, Caito Maia, comentou que as dificuldades financeiras começaram na pandemia de Covid-19 e que, desde então, as contas vinham apertando. No comunicado, Maia afirmou que o varejo brasileiro enfrenta "um período desafiador".

Felipe Casotti, sócio da Akron Capital, disse que a renegociação permitirá à companhia "readequar sua estrutura de capital à realidade atual do negócio" e concentrar esforços na operação, na relação com franqueados e fornecedores e em uma trajetória de crescimento sustentável.

Como funciona a recuperação extrajudicial

Diferentemente da recuperação judicial, na extrajudicial a empresa negocia as dívidas diretamente com os credores, e o Judiciário tem participação reduzida. O processo costuma mudar prazos e valores de pagamento para que a empresa reorganize as finanças e evite a falência. Em alguns casos, o acordo é levado ao juiz apenas para homologação, o que lhe dá força jurídica.

Cenário do setor

A rede mantém cerca de 900 franquias no Brasil e está presente em mais de 14 países. Em outubro, abriu nove pontos de venda no país e outros quatro na América Latina.

Ao fim do primeiro semestre de 2026, o Brasil tinha 6.341 empresas ativas em recuperação judicial, segundo a consultoria RGF. Até agosto, 44 empresas estavam em recuperações extrajudiciais. A Ri Happy, rede de brinquedos com R$ 827,4 milhões em dívidas, teve o pedido aprovado pela Justiça de São Paulo em 23 de outubro. O setor é sensível à taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano, que encarece o crédito e reduz o consumo.

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