Campanha de Lula pede à Justiça Eleitoral a prisão do secretário de Mobilidade e do presidente da SPTrans, em São Paulo
A Federação Brasil da Esperança afirma que a prefeitura e a SPTrans descumpriram decisão que mandava circular 100% da frota de ônibus neste domingo. A prefeitura diz ter orientado as empresas a operar com a frota de dias úteis.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu à Justiça Eleitoral, neste domingo (25), a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, afirma que os dois descumpriram decisão judicial que determinava a circulação de 100% da frota de ônibus prevista para dias úteis no segundo turno.
O que pede a federação
O pedido foi apresentado à 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. De forma subsidiária, a federação pede que os dois sejam levados à Polícia Federal para a lavratura de termo circunstanciado e que seja avaliada a suspensão temporária do exercício das funções públicas até o fim da votação e o retorno dos eleitores.
A petição solicita ainda que a secretaria, a SPTrans e as concessionárias coloquem imediatamente em circulação 100% da frota operacional, com frequência compatível com a de dias úteis e gratuidade, sob multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. A federação quer também que a Polícia Federal vá às garagens para assegurar a saída dos veículos e que a SPTrans entregue os dados da operação do dia, por linha e por hora.
Os números da frota
A petição cita dados do aplicativo Infobus, que monitora os veículos em tempo real: às 13h20, 9.892 dos 13.790 ônibus da frota municipal estavam em circulação e 3.898 permaneciam nas garagens. Em outra versão do pedido, a campanha fala em operação com apenas 60% da frota. Para a federação, a redução prejudica o deslocamento de eleitores, sobretudo os de menor renda.
Decisão anterior e resposta da prefeitura
Segundo a petição, em 24 de outubro a 1ª Zona Eleitoral determinou que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans colocassem 100% da frota em circulação neste domingo. A decisão fixou multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado e advertiu que a conduta poderia configurar crime eleitoral.
A prefeitura informou que enviou, no sábado (24), comunicado a todas as empresas de ônibus determinando que operassem com a frota e a programação de dias úteis, com reserva técnica de no mínimo 10%, priorizando terminais e linhas de áreas periféricas. Também enviou vídeos que, segundo ela, mostram movimentação normal em alguns pontos da cidade.
Em nota, a SPTrans disse ter informado as empresas após a decisão judicial, mas que a ampliação da frota em prazo tão curto impõe desafios operacionais, e que os operadores relataram dificuldade para readequar escalas e jornadas. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou na rede social X que a campanha também pedirá a prisão do prefeito. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo informou que encaminhou a denúncia à 1ª Zona Eleitoral para as providências cabíveis.
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31/10/2026






