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SEGUNDO TURNO

Campanha de Lula aciona a Justiça Eleitoral por redução da frota de ônibus em São Paulo no segundo turno

A coligação de Lula afirma que só 60% da frota circula na capital paulista e pede o restabelecimento de 100% dos ônibus, além da prisão de autoridades municipais. A Prefeitura havia dito que cumpriria a ordem de oferecer a frota de dia útil.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Campanha de Lula aciona a Justiça Eleitoral por redução da frota de ônibus em São Paulo no segundo turno
Foto: Reprodução

A coligação que sustenta a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição acionou neste domingo (25) a Justiça Eleitoral com a denúncia de que as empresas de ônibus de São Paulo operam com apenas 60% da frota na capital paulista, no dia do segundo turno.

O que pede a campanha

Na petição, a coligação afirma que "não se trata de falha pontual em uma linha ou região, mas de redução generalizada da oferta de transporte em diferentes áreas da cidade". Bairros da zona leste, como o Itaim Paulista, estariam entre os mais afetados, segundo o documento.

A campanha pede que a Justiça intime a Prefeitura e a SPTrans para que restabeleçam 100% da frota até o fim da votação e o retorno dos eleitores para casa. Pede ainda que os dois comprovem o cumprimento da ordem em uma hora, com dados de monitoramento da frota por região e por empresa, que seja fixada multa por hora de descumprimento e que o caso seja enviado ao Ministério Público Eleitoral. A ação inclui também pedido de prisão de autoridades municipais e de extensão do horário de votação em São Paulo.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da equipe jurídica da campanha, disse a jornalistas que há eleitores esperando "mais de uma hora, uma hora e meia" nos pontos de ônibus. Segundo ele, apoiadores organizavam caronas solidárias para facilitar o deslocamento.

A ordem anterior e a resposta da Prefeitura

No sábado (24), o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Machado, determinou que a cidade oferecesse 100% da frota neste domingo, com base na Resolução TSE 23.751/2026, que exige transporte coletivo com a mesma frequência dos dias úteis nos dias de votação.

A Prefeitura, comandada por Ricardo Nunes (MDB), criticou a decisão por ter sido tomada "a menos de 24 horas do pleito", mas informou que cumpriria a determinação e comunicou as concessionárias. Segundo a gestão municipal, no primeiro turno, em 4 de outubro, circularam 6,9 mil ônibus, com reforço de 40% na frota, para uma demanda de 3,4 milhões de passageiros. O mesmo plano estava previsto para este domingo.

A SPTrans, procurada, ainda não havia se manifestado sobre a denúncia da campanha até a publicação. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo informou que encaminhou a denúncia à 1ª Zona Eleitoral para as providências cabíveis.

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