Campanha de Lula aceita condições de Flávio Bolsonaro e diz que protocolará autorização de sigilos no TSE na quinta
A coordenação da campanha do presidente Lula (PT) afirmou que não se opõe às condições apresentadas por Flávio Bolsonaro (PL) para abrir sigilos, inclusive o de Marcola. O documento será protocolado no TSE às 11h de quinta-feira (22).

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou nesta quarta-feira (21) que aceita todas as condições impostas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos bancários e telefônicos dos dois candidatos do segundo turno e de pessoas próximas. A declaração foi dada por Camilo Santana (PT-CE), que integra a coordenação da campanha petista.
O que foi dito
Segundo Camilo, o presidente "não tem absolutamente nada a se opor" ao que Flávio colocou como condicionante, desde que o senador também cumpra o que consta no pedido protocolado por Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A resposta formal da campanha será protocolada no TSE às 11h desta quinta-feira (22). A campanha de Lula desafiou Flávio a protocolar a autorização no mesmo horário.
Camilo classificou as exigências do adversário como "uma tentativa de manobra" para não aceitar o desafio feito por Lula.
Como começou
Lula protocolou no TSE a autorização para abertura de seus dados, dos filhos, da primeira-dama, Janja, e dos netos maiores de 18 anos. Em resposta, Flávio apresentou nesta quarta uma lista de 19 condições, entre elas a abertura dos sigilos do ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, de empresas ligadas aos filhos de Lula e ao Instituto Lula, registros de encontros com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, informações sobre a lobista Roberta Luchsinger e gastos do cartão corporativo da Presidência.
Segundo a Polícia Federal, Marcola recebeu dinheiro de Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, enquanto ela tentava negociar contratos com o governo federal que não foram concretizados. Os dois afirmam que os repasses tiveram caráter de empréstimo pessoal.
Alcazar Holding
Camilo disse estranhar que Flávio tenha retirado da lista de documentos a empresa Alcazar Holding. Um relatório da PF aponta o senador como "usuário master" de uma conta bancária da empresa, em conjunto com o advogado Willer Tomaz, que é o controlador da companhia segundo a PF. Uma troca de e-mails analisada pelos investigadores indica que Flávio tinha poderes sobre a conta até maio de 2025. O material lido não traz manifestação de Flávio sobre esse ponto.
A cobrança por abertura de sigilos é um dos temas centrais da reta final do segundo turno, marcado para domingo (25).
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31/10/2026






