Campanha de Flávio Bolsonaro escala Deltan Dallagnol para analisar documentos da quebra de sigilo de Lula
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) designou o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para examinar extratos e relatórios financeiros ligados à quebra de sigilo do presidente Lula (PT), de familiares e de pessoas próximas. A tarefa foi anunciada em nota da campanha.

"Desafio sobre sigilos": Deltan diz que Lula quer esconder o que interessa
A campanha do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, escalou o ex-procurador da República e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para analisar documentos relacionados à quebra de sigilo do presidente Lula (PT), de familiares e de pessoas próximas a ele.
O que fará Dallagnol
Segundo nota divulgada pela campanha de Flávio, Dallagnol vai examinar extratos e relatórios financeiros para identificar possíveis inconsistências nos documentos. O trabalho também abrangerá informações relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
Origem da disputa
A iniciativa ocorre depois de um desafio público entre Lula e Flávio durante debate na Band, no domingo (18). Lula propôs que os dois abrissem seus dados bancários, fiscais e telefônicos. Flávio concordou, mas apresentou 19 condições, entre elas a inclusão de familiares e pessoas próximas ao presidente, como Janja, Lulinha e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola.
A campanha de Lula aceitou a ampliação e colocou os dados à disposição. A troca passou a ser tratada como uma "guerra de sigilos" entre as duas campanhas, a poucos dias do segundo turno.
Quem é o escalado
Deltan Dallagnol coordenou a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba entre 2014 e 2020. Ele montou a equipe de procuradores e teve papel central na estratégia de comunicação da operação, que investigou esquemas de corrupção envolvendo a Petrobras, empreiteiras e agentes públicos. Sua atuação também foi alvo de questionamentos após o vazamento de mensagens que indicaram colaboração com o então juiz Sergio Moro, o que levantou dúvidas sobre a imparcialidade dos processos.
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31/10/2026






