Campanha de Flávio Bolsonaro desiste de pedir anulação da eleição e vai pedir cassação da chapa de Lula
Integrantes da campanha do senador do PL dizem, sob reserva, que não haverá pedido de anulação da votação. A estratégia agora é contestar supostos abusos de poder político e econômico.

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de questionar a validade da votação que garantiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Integrantes da campanha afirmaram, sob reserva, que não haverá pedido de anulação da eleição.
Mudança de estratégia
Segundo esses integrantes, a ofensiva jurídica passa a se concentrar em ações que apontam supostos abusos de poder político e econômico cometidos pela campanha petista, sem colocar em dúvida a validade dos votos. Interlocutores da equipe jurídica dizem que já foram apresentados 20 pedidos de cassação de Lula e que novas ações devem ser protocoladas nos próximos dias. Os casos estão sendo analisados com cautela antes de serem levados à Justiça Eleitoral.
A decisão representa um recuo em relação ao discurso feito por Flávio na noite de domingo (25), logo após a confirmação da derrota. Na ocasião, o senador afirmou que não reconheceria o resultado e que pediria a anulação das eleições. "É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições", declarou.
O que motivou o questionamento
Flávio criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou até as 19h a votação em razão de problemas no transporte de eleitores. Posteriormente, o ministro esclareceu que a medida valeria apenas para seções que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabertura das urnas já fechadas.
Antes do pronunciamento, o senador havia sido informado da derrota por telefonema do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que também ligou para Lula para comunicar a reeleição. Lula venceu o segundo turno por 51,79% a 48,21%.
Aliados reconheceram o resultado
De acordo com interlocutores, quatro aliados próximos de Flávio haviam aconselhado o senador a reconhecer o resultado e telefonar para Lula, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). A posição de contestar o resultado perdeu sustentação à medida que partidos que apoiaram Flávio no segundo turno passaram a reconhecer a reeleição do petista. MDB, Republicanos, União Brasil e PSD divulgaram manifestações nesse sentido.
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31/10/2026






