Bolsas da Ásia fecham em maioria no azul, mas petróleo perto de US$ 114 e dúvidas sobre IA limitam ganhos
Kospi, Hang Seng e índices chineses subiram, e o Nikkei recuou. O Brent opera acima de US$ 114, e os futuros do Dow Jones caem após o Nasdaq perder 2,6% na quinta.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira (23), recuperando perdas registradas mais cedo, mas o avanço do petróleo e a preocupação com investimentos em inteligência artificial (IA) limitaram os ganhos.
Ásia
Em Seul, o Kospi subiu 0,30%, para 5.550,30 pontos, depois de chegar a cair para perto de 5.300 pontos, o menor nível em mais de seis meses. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,69%, para 23.093,37 pontos. Em Tóquio, o Nikkei recuou 0,34%, para 62.693,16 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto ganhou 0,89%, para 3.690,48 pontos, e o Shenzhen Composto subiu 2,44%, para 2.212,99 pontos. A bolsa australiana ficou praticamente estável, com alta de 0,02% do S&P/ASX 200, para 8.795,20 pontos. O mercado de Taiwan não operou por causa de feriado.
IA e petróleo
As ações ligadas à IA seguem voláteis, com receio de que o custo mais alto de financiamento prejudique investimentos em data centers e chips. Na quinta-feira (22), o Nasdaq recuou 2,6% em Nova York, após os balanços de Meta e Tesla reforçarem essa preocupação.
O petróleo sobe com as tensões no Oriente Médio. Às 7h30 (de Brasília), o WTI para dezembro avançava 1,60%, a US$ 101,07 o barril, e o Brent para janeiro subia 1,10%, a US$ 114,46. O mercado acompanha ataques entre houthis e a Arábia Saudita no Mar Vermelho e o temor de que Estados Unidos e Israel retomem operações militares contra o Irã.
Nova York e câmbio
No pré-mercado, os futuros do Dow Jones caíam 0,57% e os do S&P 500, 0,20%, enquanto os do Nasdaq subiam 0,02%. A agenda americana do dia traz os PMIs preliminares, um índice de confiança do consumidor e o balanço trimestral da American Express.
O rendimento do Treasury de 10 anos subia a 4,982%, o de 2 anos a 4,678% e o de 30 anos a 5,302%. O índice DXY, que mede o dólar frente a seis moedas fortes, avançava 0,16%, a 101,77 pontos, e o euro caía a US$ 1,1196. A preocupação com a dívida da França e com a agitação civil no país também pesa sobre a moeda europeia.
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31/10/2026






