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Binance diz que já reservou US$ 6,3 bilhões para cobrir o roubo e começa a recuperar ativos de usuários

A corretora afirmou nesta sexta-feira que separou o mesmo valor desviado no ataque e que trabalha para normalizar os saques. Empresas de análise ligam o ataque a um grupo de hackers da Coreia do Norte, que o regime já negou em casos anteriores.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Binance diz que já reservou US$ 6,3 bilhões para cobrir o roubo e começa a recuperar ativos de usuários
Foto: Reprodução

A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, informou nesta sexta-feira (30) que começou a recuperar os ativos afetados dos usuários e que já reservou mais de US$ 6,3 bilhões, o mesmo montante desviado no ataque hacker confirmado na quinta-feira (29). Em publicação na rede X, a empresa disse que cobrirá as perdas com recursos próprios.

O que a empresa informou

Do total reservado, US$ 5 bilhões já estão alocados nos mesmos tokens que foram afetados. A corretora afirmou que conclui a aquisição do valor restante por diferentes canais e que essa etapa pode levar mais tempo. Os valores não incluem ativos congelados, que seguem em processo de recuperação e verificação. Antes, a empresa havia falado em US$ 3 bilhões congelados.

Os saques seguem temporariamente suspensos. Na manhã desta sexta, a Binance disse trabalhar para normalizá-los em 45 horas.

Como ocorreu o ataque

Segundo a corretora, a investigação inicial indica que o laptop de um engenheiro de DevOps foi comprometido, o que permitiu o acesso a um contêiner de serviço e a execução de saques não autorizados. A empresa afirmou não ter encontrado evidências de vazamento de chaves privadas de carteiras. A Tether disse ter congelado cerca de US$ 1,6 bilhão ligado ao caso, e a Circle informou o bloqueio de mais de US$ 800 milhões em USDC.

Suspeita de ligação com a Coreia do Norte

As empresas de análise TRM Labs e Chainalysis atribuíram o ataque a um grupo norte-coreano conhecido como TraderTraitor, com alto grau de confiança, e a Check Point afirmou que o grupo também é chamado de Lazarus. A Binance não respondeu diretamente sobre essa ligação e disse trabalhar com autoridades para identificar e processar os responsáveis. O regime norte-coreano negou envolvimento em ataques cibernéticos no passado.

Se confirmado, o valor supera o roubo de cerca de US$ 1,5 bilhão à corretora Bybit, em 2025, até então o maior da história das criptomoedas. A Binance.US, plataforma voltada a residentes americanos, informou não ter sido afetada.

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