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AVIAÇÃO

Azul prevê recuperação mais demorada por causa do custo do combustível de aviação

O diretor financeiro da Azul, Antonio Carlos Garcia, disse que o cronograma de recuperação da companhia pode atrasar um ano ou mais se os preços do combustível seguirem altos.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Azul prevê recuperação mais demorada por causa do custo do combustível de aviação
Foto: Reprodução

A companhia aérea Azul (AZUL3) prevê que sua recuperação demore mais do que o esperado inicialmente e mantém um plano de crescimento cauteloso, porque os altos preços do combustível de aviação continuam pressionando as margens. A avaliação é do diretor financeiro, Antonio Carlos Garcia, em entrevista concedida na noite de segunda-feira (19), na Cidade do México, à margem de uma conferência da Associação de Transporte Aéreo da América Latina e do Caribe, e divulgada nesta terça-feira (20).

Prazo e capacidade

"Vemos uma recuperação em um estágio mais tardio do que antes", disse Garcia. Segundo ele, o cronograma pode atrasar um ano ou mais se os preços do combustível permanecerem elevados. A empresa ainda espera encerrar 2026 com capacidade cerca de 5% menor que a do ano anterior. No segundo trimestre, a Azul já havia reduzido a capacidade em mais de 10% na comparação anual, e a expectativa é de retomada de um crescimento modesto a partir do quarto trimestre.

Repasse e caixa

A Azul conseguiu repassar de 60% a 65% dos aumentos do combustível aos clientes por meio das tarifas. O executivo disse que a companhia já restabelece algumas frequências e recoloca em serviço aeronaves que estavam paradas, mas ressaltou que isso não deve ser visto como expansão agressiva.

A empresa se aproxima de um fluxo de caixa livre positivo do ponto de vista operacional, mas a geração de caixa ainda é afetada por pagamentos ligados à reestruturação. A Azul saiu do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) em fevereiro e informou em agosto que a dívida total havia caído para R$ 21,4 bilhões.

Outros negócios

Garcia afirmou que a companhia depende cada vez mais de áreas além do transporte de passageiros, como o programa de fidelidade, serviços de viagem, carga e manutenção. Questionado sobre rumores de maior consolidação na aviação latino-americana, disse que a Azul está focada em reestruturar o próprio negócio, e não em avaliar possíveis acordos.

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