Augusto Cury, que apoiou Flávio Bolsonaro, cumprimenta Lula e pede governo "sem revanchismo"
O psiquiatra e ex-candidato à Presidência reconheceu a vitória de Lula, manteve a posição contra a reeleição e pediu que o presidente governe para todos os brasileiros.

O psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante), candidato à Presidência nesta eleição, reconheceu nesta segunda-feira (26) a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno e pediu que o próximo governo atue "sem revanchismo e sem sentimentos de vingança". Cury havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na etapa final.
O que disse
Em nota e em vídeo divulgados nas redes sociais, Cury escreveu: "Cumprimento o presidente Lula pela vitória e respeito o resultado das urnas. Mantenho minha posição contra a reeleição, porque um quarto mandato dificulta a renovação de ideias, projetos e equipes. Mas a regra está vigente e a democracia está acima de tudo".
No vídeo, ele afirmou que Lula deve governar "para mais de 210 milhões de brasileiros, não apenas para a esquerda, mas também para todos os eleitores da direita". Segundo Cury, problemas como a violência contra a mulher, as dificuldades na educação e o endividamento das famílias "não têm cor partidária".
Economia e tecnologia
Na área econômica, o psiquiatra defendeu responsabilidade fiscal, redução dos juros e financiamento para microempresas. Ele sugeriu que o governo chame economistas para a equipe e disse esperar "disposição para ouvir especialistas". Também propôs que o governo prepare os trabalhadores para as mudanças provocadas pela inteligência artificial e pela robótica.
Cury encerrou dizendo que torce, "com humildade", para que o governo acerte e o Brasil avance.
Contexto
Lula foi reeleito no domingo (25) com 64.256.232 votos, 51,79% dos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, 48,21%. Com todas as urnas apuradas, a diferença foi de 4.430.191 votos.
Cury anunciou apoio a Flávio em 8 de outubro, após uma conversa por videoconferência. A decisão foi vinculada a compromissos apresentados em uma carta, que incluía propostas para educação, saúde, proteção às mulheres, financiamento de microempresas e fim da reeleição presidencial.
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31/10/2026






