Anvisa atualiza normas de controle de qualidade para laboratórios
Resolução publicada nesta sexta-feira estabelece exigências de biossegurança e prazo de adequação.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira uma nova resolução que redefine as diretrizes para laboratórios públicos e privados no Brasil. A medida abrange os estabelecimentos responsáveis por ensaios de controle de qualidade em produtos e serviços sob fiscalização sanitária. O objetivo central é fortalecer a confiabilidade dos testes realizados em todo o território nacional. A regulação abrange instituições que atuam na análise de itens submetidos ao controle do órgão federal.
A norma determina que as unidades mantenham licença sanitária válida e contem com um responsável técnico habilitado para as funções. Além disso, os laboratórios precisam adotar um sistema de gestão da qualidade alinhado à norma internacional ABNT NBR ISO/IEC 17025. Esse referencial estabelece os requisitos exigidos para comprovar a competência técnica em atividades de ensaio e calibração. A exigência busca equiparar os procedimentos brasileiros aos padrões técnicos adotados globalmente.
O texto da resolução amplia consideravelmente as exigências relacionadas à biossegurança nos estabelecimentos regulados. As instituições passam a ser obrigadas a realizar avaliações de risco detalhadas e manter programas estruturados de controle de pragas. Também entram no escopo o gerenciamento adequado de resíduos e a capacitação periódica dos profissionais envolvidos nas rotinas. O monitoramento das condições de segurança abrange atividades que envolvem agentes físicos, químicos e biológicos.
Regras para o setor farmacêutico
As instituições responsáveis por realizar ensaios em medicamentos e vacinas enfrentam exigências adicionais previstas na nova regulamentação. Esses locais precisam observar rigorosamente as boas práticas definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para laboratórios farmacêuticos. A medida complementa as ações voltadas para assegurar a qualidade e a eficácia de tratamentos disponibilizados à população. A fiscalização sobre esses produtos sensíveis ganha novas ferramentas de acompanhamento técnico.
A resolução prevê o compartilhamento de dados laboratoriais com a Anvisa sempre que houver necessidade de monitoramento específico de produtos. Os prazos e os critérios detalhados para o envio dessas informações serão estabelecidos posteriormente por meio de uma instrução normativa. Os resultados obtidos em programas de monitoramento de mercado e nas fiscalizações rotineiras devem ser divulgados pelas autoridades competentes. No entanto, os dados considerados insatisfatórios só podem vir a público após a conclusão da investigação sobre a suposta irregularidade.
Os laboratórios afetados pelas mudanças dispõem de um prazo de um ano para concluir a adaptação total às novas exigências. O período de transição contempla a adoção da norma internacional ISO/IEC 17025 e o cumprimento das diretrizes estabelecidas pela OMS para vacinas e medicamentos. A implementação gradual pretende garantir a continuidade dos serviços essenciais sem comprometer a capacidade operacional da rede laboratorial brasileira.
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