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COMBATE AO FUMO

Inca destaca que atividade física e tabagismo são incompatíveis

Campanha do Instituto Nacional de Câncer alerta fumantes sobre os prejuízos de cigarros tradicionais e eletrônicos para o organismo.

Redação MNSaúde3 min de leitura
Inca destaca que atividade física e tabagismo são incompatíveis

Atletas de uma delegação brasileira comemoram, com a bandeira do país.

Foto: Ministério da Notícia

O Instituto Nacional de Câncer promoveu um evento on-line nesta quinta-feira em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado em 29 de agosto. A campanha deste ano adota o tema atividade física e saúde e traz o lema treinar não combina com fumar. A iniciativa busca evidenciar os efeitos totalmente opostos que a prática de exercícios e o consumo de tabaco exercem sobre o organismo humano. A programação integrou as ações oficiais do Ministério da Notícia voltadas para a conscientização pública sobre os riscos do vício.

A atividade física regular fortalece os sistemas cardiovascular, respiratório e muscular, promovendo melhor condicionamento físico e qualidade de vida. Em contrapartida, o tabagismo compromete todas essas funções vitais, reduz o desempenho físico e eleva de forma expressiva o risco de desenvolvimento de doenças crônicas. O exercício também pode atuar como aliado na cessação do vício, ajudando a diminuir a intensidade da vontade de fumar e os sintomas desagradáveis da abstinência. A psicóloga e especialista no tratamento do tabagismo do Inca Vera Borges destacou a importância da atuação profissional nesse cenário.

A especialista alertou especificamente os fumantes de cigarros comuns e de dispositivos eletrônicos que praticam exercícios e acreditam equivocadamente que o hábito esportivo anula o risco de adoecimento. Conforme a avaliação técnica apresentada no encontro, qualquer forma de consumo desses produtos traz prejuízos severos à saúde integral. Todos os ganhos obtidos por meio da rotina de treinos acabam anulados pelos danos provocados pela nicotina e por outros compostos químicos presentes nos cigarros. O objetivo institucional é prevenir a iniciação, proteger ambientes coletivos e promover o fim definitivo do hábito.

Alerta sobre cigarros eletrônicos e jovens

A campanha direciona atenção especial para a prevenção da dependência de nicotina entre adolescentes e jovens, faixa etária alvo da experimentação de vapes e derivados. Esse público frequentemente recebe mensagens distorcidas que sugerem menor impacto dos eletrônicos sobre o rendimento físico. Atualmente, o Inca monitora a promoção de sachês de nicotina nas redes sociais por influenciadores digitais e atletas que os apresentam como estimulantes naturais. A instituição reforça que tais artifícios comerciais mascaram riscos reais para a integridade física dos usuários.

Os danos corporais ocorrem por meio de mecanismos biológicos bem documentados pela ciência médica e reforçados pelos especialistas do órgão federal. A vasoconstrição provocada pela nicotina contrai os vasos sanguíneos e reduz o fluxo de sangue direcionado aos músculos e aos órgãos vitais. Ocorre também a privação de oxigênio devido à menor capacidade de transporte desse elemento pelo sangue durante o esforço físico intenso. As vias aéreas sofrem inflamações que dificultam a respiração, enquanto o organismo lida com uma sobrecarga energética desnecessária durante os treinos.

Fumantes apresentam menor resistência física, fadiga precoce e recuperação mais lenta após a realização de exercícios físicos. O quadro clínico inclui ainda um risco ampliado de lesões corporais e complicações cardiovasculares durante a prática de atividades de maior intensidade. O Inca mantém estudos contínuos para subsidiar programas de rastreamento de doenças e fortalecer políticas públicas de saúde. A mobilização nacional busca consolidar a compreensão de que o cuidado com o corpo exige a total eliminação do consumo de tabaco.

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