Aneel define bandeira verde na conta de luz para o mês de outubro
Consumidores não terão cobrança adicional na fatura de energia após cinco meses de vigência da bandeira amarela em todo o país.

A conta de luz dos brasileiros voltará a ser cobrada pela bandeira verde a partir do mês de outubro, sem nenhum custo adicional para os consumidores. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica. O retorno da bandeira verde encerra um período de cinco meses em que vigorou a bandeira amarela. Durante o período anterior, a fatura de energia apresentava um custo adicional de um real e oitenta e oito centavos para cada cem quilowatts-hora consumidos. A mudança na cor da bandeira tarifária ocorre devido a fatores climáticos registrados recentemente no país. Segundo a agência reguladora, houve um aumento considerável no volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste.
A elevação das precipitações permitiu a recuperação e a estabilização do armazenamento de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas brasileiras. Com os reservatórios em níveis mais seguros, o operador do sistema elétrico consegue suprir a demanda com fontes mais baratas. A melhora nas condições hídricas reduz a necessidade de acionamento das usinas termelétricas. Essas unidades geradoras funcionam com a queima de combustíveis e encarecem o processo de produção de energia elétrica para o país. A medida traz alívio financeiro para residências, estabelecimentos comerciais e indústrias conectadas ao Sistema Interligado Nacional.
Funcionamento das bandeiras
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica no ano de duzentos e quinze. A ferramenta serve para refletir os custos variáveis envolvidos na geração de eletricidade no território nacional. As cores adotadas pelo sistema indicam exatamente quanto custa para o sistema integrado gerar a energia consumida pela população. As definições ocorrem mensalmente a partir da previsão de variação nos custos de produção. Quando a bandeira aplicada é a verde, o consumidor paga o valor normal da tarifa sem nenhuma taxa extra. Nos casos de bandeira amarela ou vermelha, a fatura recebe acréscimos proporcionais ao volume de energia consumido.
O sistema possui diferentes patamares de cobrança para orientar o consumo da população. A bandeira amarela cobra um acréscimo de um real e oitenta e oito centavos para cada cem quilowatts-hora. Já a bandeira vermelha no primeiro patamar eleva a cobrança em quatro reais e quarenta e seis centavos para o mesmo consumo. O patamar dois da bandeira vermelha representa o custo mais alto do sistema, com acréscimo de sete reais e oitenta e sete centavos. A variação busca sinalizar quando o custo de geração aumenta para que os consumidores possam moderar o uso. A volta da bandeira verde em outubro normaliza a cobrança padrão após o ciclo amarelo.
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31/10/2026






