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ELEIÇÕES 2026

Amorim prevê que Trump vai respeitar resultado da eleição brasileira, mesmo com vitória de Lula

O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, disse em entrevista que o presidente americano respeitará o resultado do segundo turno, ainda que prefira Flávio Bolsonaro. Ele também chamou de grave o caso envolvendo a Meta.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Amorim prevê que Trump vai respeitar resultado da eleição brasileira, mesmo com vitória de Lula
Foto: Reprodução

O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, avalia que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai respeitar o resultado da eleição brasileira, mesmo que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença o segundo turno, marcado para domingo (25). A avaliação foi dada em entrevista publicada nesta sexta-feira (23).

A avaliação sobre Trump

"Acho que o presidente Trump vai respeitar. Não significa que vai sair correndo para reconhecer e dizer 'que bom', mas vai respeitar na prática", afirmou Amorim. O ex-chanceler separou a preferência do republicano pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) do reconhecimento do vencedor: "Não sei se ele vai elogiar ou não, se vai dizer 'viva o Lula'. Ele desejou boa sorte ao Lula em telefonema. Ele pode gostar mais de alguém ou de outro, mas respeita o presidente Lula".

A fala ocorre em meio a tensões entre os governos brasileiro e americano, que envolvem sanções a autoridades brasileiras e tarifas comerciais. Em carta a parlamentares democratas divulgada em 15 de outubro, o Departamento de Estado dos EUA declarou apoio a eleições livres e justas no Brasil, mas não se comprometeu expressamente a reconhecer o resultado, como os congressistas pediam.

Meta e Escudo das Américas

Amorim também comentou o episódio envolvendo a Meta. Mensagens internas da empresa, reveladas pela imprensa, mostraram discussões sobre problemas na distribuição de conteúdos políticos durante a campanha, tema que motivou uma ação da campanha de Lula e levou o TSE a cobrar explicações das plataformas. Para o assessor, o caso é "muito grave" e causou "danos irreparáveis", uma "interferência que já deixa uma marca, qualquer que seja o resultado". Ele evitou atribuir o episódio à Casa Branca: "Você teria que entrar em uma discussão para saber se as elites do poder lá se interconectam ou não. Tenho a impressão de que sim, mas não posso fazer uma acusação".

Amorim avaliou ainda que uma eventual adesão do Brasil ao Escudo das Américas, coalizão de segurança contra o narcotráfico criada por Trump em março, seria arriscada. A adesão já foi prometida por Flávio Bolsonaro.

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