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ELEIÇÕES 2026

Aliado de Flávio Bolsonaro diz que carta divulgada nos EUA foi feita com ajuda do ChatGPT

O jornalista Paulo Figueiredo afirmou que a ferramenta de inteligência artificial ajudou a produzir as versões da carta de Flávio Bolsonaro e atribuiu as diferenças entre elas a um erro "banal". Ele diz que o essencial do texto é que o senador não reconhece o resultado da eleição.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Aliado de Flávio Bolsonaro diz que carta divulgada nos EUA foi feita com ajuda do ChatGPT
Foto: Reprodução

O jornalista Paulo Figueiredo afirmou nesta quinta-feira (29) que a ferramenta de inteligência artificial ChatGPT ajudou a produzir as diferentes versões da carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) depois de ele deixar o Brasil e ir aos Estados Unidos. A declaração foi feita em publicação na rede X.

O que ele disse sobre os erros

Figueiredo afirmou ter visto "teorias da conspiração mirabolantes" sobre as diferenças entre os documentos e disse que a explicação é mais "banal". Segundo ele, Eduardo Bolsonaro (PL) pediu à ferramenta que inserisse o brasão da República. A ferramenta escolheu uma versão antiga, da época em que o Brasil era escrito com Z, e eles não entenderam a razão da troca.

O segundo erro, de acordo com Figueiredo, foi a inclusão de um trecho de uma versão anterior, em que Flávio se apresentava como o "verdadeiro presidente eleito". Na versão corrigida, a expressão foi substituída por "verdadeiro líder". Ele afirmou que a mudança descreve melhor a situação jurídica e tem um sentido moral: "A liderança não se exerce com a caneta, e sim com o exemplo".

Versões e distribuição

Figueiredo declarou que a carta passou por várias versões e teve a contribuição de mais de uma pessoa. Disse ainda que recebeu autorização para distribuir o documento à imprensa e que, depois de perceberem os erros, as versões foram corrigidas. Para evitar divergências, segundo ele, Flávio publicou a versão revisada no próprio perfil.

Ao tratar do conteúdo, Figueiredo disse que "o essencial está expresso com precisão pelo Flávio": "Estas eleições foram ilegítimas, ele não reconhece o resultado e continuará lutando para restaurar a democracia no Brasil". Ele classificou as demais questões como "fetiche da imprensa".

Contexto

A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte de Flávio sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral declarar o resultado da eleição presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou o pedido e proibiu o senador de sair do país. O vencedor foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio.

Flávio Bolsonaro e a família deixaram o Brasil alegando temor de eventuais decisões de Moraes. O senador não se manifestou diretamente sobre a explicação de Figueiredo no texto lido.

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