Agricultura confirma foco de doença de Newcastle em granja de perus de Santa Catarina
O Ministério da Agricultura confirmou um foco da doença de Newcastle em produção comercial de perus em Nova Itaberaba (SC). A granja foi interditada e o consumo de produtos avícolas inspecionados segue seguro, segundo o governo.

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou nesta segunda-feira (19) um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa pelo ministro André de Paula.
Granja interditada
A granja abriga cerca de 6 mil aves e foi interditada pelo Serviço Veterinário Oficial, com suspensão da movimentação de animais. Segundo o ministério, as medidas de controle, contenção e erradicação seguem o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. O diretor do Departamento de Saúde Animal, Allan Alvarenga, informou que os procedimentos incluem abate sanitário das aves, limpeza e desinfecção da propriedade.
O foco foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) para o diagnóstico da doença. A ocorrência será notificada à OMSA e aos parceiros comerciais do Brasil. De acordo com Alvarenga, o país precisará aguardar 90 dias para solicitar o reconhecimento de que o território está livre da doença.
Sem manifestação clínica
O ministério esclareceu que a ocorrência não apresenta manifestação clínica: houve detecção do vírus, mas não da doença nos animais confinados. O ministro afirmou que o caso foi identificado por vigilância ativa, o que, na avaliação dele, demonstra a eficiência do sistema de defesa agropecuária. A plataforma de acompanhamento do ministério registra a coleta de material em 14 de outubro.
Este é o segundo caso de Newcastle em produção comercial no país. O primeiro foi em julho de 2024, em Anta Gorda (RS), e foi debelado em menos de dez dias.
Consumo segue seguro
A doença é viral, altamente contagiosa e afeta aves domésticas e silvestres, com sinais respiratórios seguidos de manifestações nervosas. O governo reforça que não há contraindicação ao consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial. A Associação Brasileira de Proteína Animal, a Associação Catarinense de Avicultura e o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados de Santa Catarina afirmaram em nota que se trata de questão de sanidade animal, e não de segurança dos alimentos.
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31/10/2026






