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PÓS-ELEIÇÃO

Aécio Neves chama de "incompreensível" o comportamento de Flávio Bolsonaro e diz que oposição deve ser feita no Brasil

O presidente nacional do PSDB afirmou que a oposição deve atuar em território nacional, com respeito às instituições, e que o partido fará oposição "firme e dura" ao governo Lula.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Aécio Neves chama de "incompreensível" o comportamento de Flávio Bolsonaro e diz que oposição deve ser feita no Brasil
Foto: Reprodução

O deputado federal Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, classificou nesta quarta-feira (28) como "incompreensível" o comportamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) depois do segundo turno da eleição presidencial. A manifestação foi divulgada em nota, em reação à carta publicada por Flávio nos Estados Unidos, na qual ele diz que pretende liderar a oposição ao governo Lula a partir do exterior.

O que disse Aécio

Na nota, o tucano afirma que o exercício da oposição em uma democracia é "tão relevante quanto o exercício dos próprios governos" e que ela deve ser feita "em território nacional, fiscalizando os atos do governo e cobrando os compromissos por ele assumidos com a população".

Aécio também declarou que o governo receberá uma "herança maldita", criada, segundo ele, em boa parte pelo próprio Flávio durante a campanha. Ressalvou, porém, que tudo deve ser feito "dentro das regras da democracia, com respeito às instituições e ao processo eleitoral".

O dirigente afirmou ainda que o PSDB fará uma "oposição qualificada, firme e dura", tendo como princípios o respeito à democracia e à soberania popular.

Contexto

O resultado do segundo turno, no domingo (25), confirmou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Depois da votação, Flávio passou a contestar o resultado sem apresentar provas de fraude e deixou o país.

O PSDB já havia reconhecido a vitória de Lula em nota, na qual afirmou que os brasileiros fizeram sua escolha nas urnas. O União Brasil também reconheceu o resultado, e disse que a eleição transcorreu com lisura.

Em 2014, quando disputou a Presidência e perdeu para Dilma Rousseff (PT) no segundo turno, Aécio e o PSDB contestaram o resultado e pediram auditoria dos votos. Nenhuma evidência de irregularidade foi encontrada. Em entrevista em 2022, o tucano reconheceu que não tinha indício de fraude naquela eleição.

A reportagem não localizou, até a publicação, manifestação de Flávio Bolsonaro sobre as críticas de Aécio.

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