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ADRs de Petrobras, Itaú e Bradesco caem mais de 25% no pré-mercado em Nova York após a reeleição de Lula

Papéis de empresas brasileiras listados nos EUA desabam antes da abertura, e operadores em São Paulo não descartam que o circuit breaker da B3 seja acionado nesta segunda-feira (26).

Redação MNEconomia2 min de leitura
ADRs de Petrobras, Itaú e Bradesco caem mais de 25% no pré-mercado em Nova York após a reeleição de Lula
Foto: Reprodução

Ações de empresas brasileiras listadas nos Estados Unidos (ADRs) operavam em forte queda no pré-mercado desta segunda-feira (26), depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) por 51,79% a 48,21% dos votos válidos.

Queda dos ADRs

O papel da Petrobras negociado em Nova York recuava cerca de 25,25%, e o do Itaú Unibanco, mais de 27%. O do Bradesco desabava 28,01%. As ações do Mercado Livre caíam cerca de 24%, e as do Nubank, 10,3%. Um fundo negociado em bolsa que replica ações brasileiras em Nova York chegou a cair mais de 18% antes da abertura regular.

Dólar e circuit breaker

Um contrato de derivativos cambiais da bolsa CME indicava o real a R$ 5,55 por dólar, o que implica queda de mais de 10% da moeda em relação ao fechamento de sexta-feira (23). Naquele dia, o dólar à vista terminou a R$ 4,9896, e o Ibovespa fechou em alta de 0,47%, aos 205.082 pontos.

Mesas de operações em São Paulo esperam vendas tão intensas na abertura que o mecanismo de interrupção de negociação da B3 pode ser acionado. Ele é ativado quando o Ibovespa cai 10% ou mais, e paralisa os negócios por 30 minutos. Se a perda chegar a 15% após a retomada, a suspensão é de mais uma hora. A última vez que a bolsa brasileira acionou o mecanismo foi no início de 2020, no começo da pandemia.

O que dizem os analistas

Os investidores estavam posicionados para a vitória de Flávio Bolsonaro, depois do bom desempenho dele no primeiro turno, que atraiu fluxo estrangeiro com a expectativa de ajuste fiscal e queda dos juros no futuro.

"Vai ser um dia difícil. O mercado vai reavaliar tudo. Todos foram pegos de surpresa", disse Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset Management. Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, a vitória de Lula não era o cenário base da casa, e a segunda-feira pode ser volátil, com possível estresse no mercado de títulos públicos. Para Rajeev De Mello, da Gama Asset Management, a disputa política prolongada deve pressionar ações, títulos e o real.

Flávio Bolsonaro se recusou a reconhecer o resultado e pediu a anulação da eleição. Ele alega que o Supremo Tribunal Federal mudou as regras ao determinar a prorrogação da votação. As acusações ainda não foram comprovadas.

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