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COMÉRCIO EXTERIOR

Acordo Mercosul-Efta entra em vigor com a Noruega neste domingo e deve abrir cerca de 300 oportunidades de exportação

Levantamento da CNI aponta itens como alumínio e café entre os produtos com exportação facilitada ao mercado norueguês.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Acordo Mercosul-Efta entra em vigor com a Noruega neste domingo e deve abrir cerca de 300 oportunidades de exportação
Foto: Reprodução

O Brasil deve ganhar cerca de 300 oportunidades de exportação à Noruega a partir deste domingo (1º), quando entra em vigor o tratado entre os dois países no âmbito do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta). Os dados constam de levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta alumínio e café entre os itens com exportação facilitada.

Comércio bilateral

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Noruega foi de US$ 2,3 bilhões, após crescimento de 85% na última década. A alta foi puxada pela expansão de 111% das exportações brasileiras.

O acordo com a Efta

A Efta é formada por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. O acordo com o Mercosul foi negociado ao longo de uma década, em 15 rodadas. Segundo o governo brasileiro, o acesso em livre comércio de produtos agrícolas e industriais chegará a 99% do valor exportado pelo Brasil ao grupo.

Entre os benefícios para o país estão o corte de tarifas de importação para a indústria, a flexibilização da certificação de origem, a redução de barreiras técnicas e a proteção de propriedade intelectual, incluindo 63 indicações geográficas. Entram nessa lista o café de Alta Mogiana e da Região do Pinhal, os calçados de Franca (SP) e o queijo da região da Canastra (MG).

Vigência gradual

O tratado tem entrado em vigor de forma gradual, conforme o cenário de cada país. Com a Islândia, já vale desde este mês de outubro. Com a Noruega, passa a valer no domingo. Suíça e Liechtenstein ainda estão em processo de adaptação. Para a CNI, o acordo é um avanço para a inserção internacional do Brasil, com benefícios concretos à indústria, disse a superintendente de Comércio e Integração Internacional, Constanza Negri.

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