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ECONOMIA

Acionistas da Raízen aprovam plano de recuperação extrajudicial de R$ 61,4 bilhões em dívidas

Acionistas da produtora de açúcar e etanol aprovaram a implementação do plano, que prevê conversão de 45% dos créditos em participação acionária e aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Acionistas da Raízen aprovam plano de recuperação extrajudicial de R$ 61,4 bilhões em dívidas
Foto: Reprodução

Os acionistas da Raízen, produtora de açúcar e etanol de cana que também atua na distribuição de combustíveis, aprovaram nesta sexta-feira (30) a implementação do plano de recuperação extrajudicial da companhia. A informação é de três pessoas familiarizadas com o assunto.

O que prevê o plano

O plano foi homologado em 30 de julho, com apoio de 81,6% dos credores, e prevê a reestruturação de R$ 61,4 bilhões em dívidas. Pelo desenho da proposta, 45% dos créditos serão convertidos em participação acionária dos credores, ao valor de R$ 0,25 por ação. Os outros 55% serão transformados em novos títulos de dívida, por meio de substituição, refinanciamento ou aditamento.

Aumento de capital

O pacote inclui um aumento de capital planejado entre R$ 3,5 bilhões e R$ 39,8 bilhões, conforme documento da empresa publicado na segunda-feira (26). A Shell, controladora da Raízen, se comprometeu a aportar R$ 3,5 bilhões. O empresário Rubens Ometto ainda estuda entrar com R$ 500 milhões.

Desinvestimentos e separação de negócios

Em paralelo, a empresa realizará um programa de desinvestimentos e vai separar o negócio de combustíveis da produção de etanol e de cana-de-açúcar. As duas atividades foram fundidas em 2011, quando a Shell se juntou à Cosan para criar a Raízen.

Tamanho da reestruturação

A reestruturação, que envolve dívida de cerca de R$ 65 bilhões segundo outra estimativa, é a maior da história do Brasil. Ela ocorre depois de uma série de apostas arriscadas, safras ruins e preços baixos das commodities.

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