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ZUENIR VENTURA

Zuenir Ventura morre aos noventa e cinco anos no Rio de Janeiro

Acadêmico e jornalista de destaque faleceu em casa por pneumonia nesta terça-feira

Redação MNBrasil2 min de leitura
Zuenir Ventura morre aos noventa e cinco anos no Rio de Janeiro
Foto: Ministério da Notícia

O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu na manhã desta terça-feira, aos 95 anos, em sua residência. A confirmação do falecimento foi feita pela Academia Brasileira de Letras. O óbito ocorreu em decorrência de uma pneumonia. Ventura ocupava a cadeira número trinta e dois da instituição desde 2015. Ele assumiu a vaga que pertencia anteriormente ao escritor Ariano Suassuna. Nascido em 1931 na cidade mineira de Além Paraíba, o acadêmico construiu uma trajetória marcante na imprensa brasileira. Ele era bacharel e licenciado em letras neolatinas. O início na carreira jornalística aconteceu em 1956, quando começou a trabalhar como arquivista. Ao longo de décadas, atuou como repórter, colunista, editor, chefe de reportagem e diretor de redação. Sua passagem ocorreu em veículos de grande circulação no país, incluindo O Globo, Correio da Manhã e Jornal do Brasil. Também integrou a equipe de importantes revistas semanais e mensais, como Fatos e Fotos, Cruzeiro, Visão e Veja.

A trajetória na literatura Como autor, Zuenir Ventura publicou obras de grande relevância histórica e social para o Brasil. O livro 1968 o ano que não terminou vendeu centenas de milhares de exemplares e marcou gerações. Outra obra de destaque foi Cidade partida, um livro-reportagem focado na violência urbana do Rio de Janeiro. Esse trabalho literário rendeu ao autor o Prêmio Jabuti na categoria de reportagem. A contribuição acadêmica também incluiu a atuação como docente em instituições de ensino superior. Ele lecionou na Universidade Federal do Rio de Janeiro e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A Academia Brasileira de Letras informou que o velório do escritor será realizado nesta quarta-feira na sede da própria instituição. O sepultamento ocorrerá em seguida no mausoléu da Academia, localizado no Cemitério São João Batista.

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