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SAÚDE

Vigilância Sanitária inspeciona hospital de São Paulo onde 35 bebês morreram; Hapvida diz que casos não têm causa comum comprovada

Centros de Vigilância Sanitária e Epidemiológica do estado avaliaram as unidades neonatal e pediátrica do Hospital Salvalus, na Mooca. A polícia apura seis mortes ocorridas em 2026.

Redação MNSaúde2 min de leitura
Vigilância Sanitária inspeciona hospital de São Paulo onde 35 bebês morreram; Hapvida diz que casos não têm causa comum comprovada
Foto: Reprodução

Os Centros de Vigilância Sanitária (CVS) e de Vigilância Epidemiológica (CVE) de São Paulo fizeram em conjunto uma inspeção no Hospital e Maternidade Salvalus, na Mooca, zona leste da capital paulista, na sexta-feira (23). A ação avalia as circunstâncias dos 35 óbitos de bebês registrados na unidade, que pertence à Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica. A informação foi divulgada neste sábado (24).

O que foi avaliado

Segundo a Secretaria de Saúde, foram examinadas as condições de funcionamento das unidades neonatal e pediátrica, os protocolos de higienização e prevenção de infecções e o monitoramento dos indicadores assistenciais. Os técnicos também analisaram mudanças no perfil de atendimento dos bebês no período, especialmente os de alta complexidade médica. Toda a documentação coletada está em análise para a adoção de medidas administrativas cabíveis.

Investigação policial

Na quarta-feira (21), a Secretaria da Segurança Pública informou que a polícia foi comunicada sobre seis casos de mortes de bebês no hospital ao longo de 2026. O caso é apurado no 8º Distrito Policial, no Brás. A polícia convocou testemunhas e profissionais de saúde e analisa os prontuários das vítimas para esclarecer as causas das mortes.

Desde o início das investigações, novas famílias apareceram relatando mortes na unidade. Segundo uma assistente jurídica do escritório que acompanha os casos, a maior parte dos relatos se refere a ocorrências deste ano. Os familiares se queixam de falhas no acompanhamento médico, demora no atendimento de intercorrências e problemas de higiene.

Posição do hospital

A Hapvida afirmou em nota que está à disposição das autoridades e que atende casos de alta complexidade, como prematuridade extrema, malformações, síndromes genéticas e doenças infecciosas. Segundo a empresa, as situações clínicas não podem ser atribuídas a uma mesma causa sem comprovação técnica. O hospital disse ainda que atendeu mais de mil crianças neste ano e que, até o momento, os históricos clínicos são distintos, sem identificação de uma origem infecciosa comum entre os casos examinados.

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