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ELEIÇÕES 2026

Trump volta a insinuar, sem provas, que houve fraude na eleição brasileira

Em comício no Texas, o presidente dos EUA disse que o Brasil "também fez um ótimo trabalho" em fraudar eleições. O resultado do segundo turno foi confirmado pelo TSE, e Celso Amorim rebateu.

Redação MNMundo2 min de leitura
Trump volta a insinuar, sem provas, que houve fraude na eleição brasileira
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insinuar, sem apresentar provas, que a eleição presidencial brasileira foi fraudada. A declaração foi dada nesta terça-feira (27), durante um comício no Texas, dias antes das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA.

O que Trump disse

Ao criticar o Partido Democrata, que se opôs a um pacote legislativo que criaria novas exigências para o voto, Trump afirmou que os democratas "trapaceiam tão bem" que ele não imaginava que precisariam fazer isso. Em seguida, disse: "Eles são os maiores fraudadores de eleições na história, acho. Se bem que o Brasil também fez um ótimo trabalho, não é? Vocês viram isso? Não foi legal. Eu não apoiei ninguém, mas não gostei daquilo, não pareceu nada bem."

Na segunda-feira (26), Trump já havia dito que a eleição no Brasil "pareceu mais uma eleição fraudada", sem apresentar indício de irregularidade. Questionado se faria algo a respeito, respondeu que "não governa o Brasil" e que gosta do presidente Lula.

O resultado oficial

O resultado do segundo turno foi confirmado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, na noite de domingo (25). Lula (PT) recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL), uma vantagem de 4,4 milhões de votos.

Trump não chegou a apoiar Flávio abertamente, mas seu governo buscou favorecer a candidatura ao classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, como propunha o senador, e ao impor novas tarifas contra o Brasil.

Reação do governo brasileiro

O ex-chanceler Celso Amorim, assessor de Lula para assuntos internacionais, criticou a fala do americano. "Ele está mal informado. Declaração contraditória, depois diz que gosta do Lula. Quem tentou fraudar a eleição foi a Meta, obstruindo e restringindo as nossas colocações", afirmou.

Outros líderes de direita do continente, como o presidente colombiano Abelardo de la Espriella e a peruana Keiko Fujimori, ambos aliados de Trump, reconheceram o resultado e parabenizaram Lula.

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