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Trump diz que vai falar com Lula, mas chama de "vergonha" a eleição no Brasil

O presidente americano afirmou que pretende conversar com o presidente eleito, sem dizer quando, e repetiu a crítica ao pleito. O governo dos EUA ainda não reconheceu oficialmente a vitória de Lula.

Redação MNMundo2 min de leitura
Trump diz que vai falar com Lula, mas chama de "vergonha" a eleição no Brasil
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a classificar como "vergonha" as eleições presidenciais brasileiras nesta quinta-feira (29), mas disse que pretende conversar com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Ele não informou quando a conversa deve ocorrer.

O que disse Trump

Perguntado por um jornalista se reconheceria Lula como presidente eleito e se ligaria para parabenizá-lo, Trump respondeu: "Vou falar com ele, mas acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil". Ele afirmou ter acompanhado o processo e dito que não tomou partido. Segundo Trump, foi orientado a não tomar partido pelo atual presidente, em referência a Lula. O governo americano, até o momento, não reconheceu oficialmente a vitória do petista.

Na quarta-feira (28), Trump já havia dito que não iria "comentar" nem se "envolver" quando questionado sobre a carta publicada pelo senador Flávio Bolsonaro. Na ocasião, classificou o pleito como "muito estranho", sem apresentar provas.

O contexto: a carta de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro, candidato derrotado no segundo turno, deixou o Brasil e chegou a Miami na quarta-feira, passando antes por Argentina e Equador. Havia uma ordem judicial que o impedia de sair do país, em razão de uma investigação por lavagem de dinheiro. Em carta, ele afirma ter sido vítima de "fraude" eleitoral e agradece a Trump e ao presidente argentino, Javier Milei. O documento não apresenta provas.

A carta cita a liminar do ministro Cristiano Zanin que prorrogou a votação até as 19h. No horário estendido, 34 mil pessoas votaram, e a diferença de Lula para Flávio foi de 4,4 milhões de votos. Na primeira versão do texto, Flávio se declarou "presidente eleito"; depois, nas redes sociais, retirou a expressão.

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