Trump oferece US$ 1 milhão por informações que levem à condenação por fraude eleitoral nos EUA
O presidente americano anunciou a recompensa a uma semana das eleições de meio de mandato. Ele não apresentou provas de fraude, e estudos independentes apontam que casos do tipo são raros.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (26) uma recompensa de US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) por informações sobre fraudes eleitorais no país que resultem na prisão e na condenação dos responsáveis. O anúncio vem a uma semana das eleições legislativas de meio de mandato, em 3 de novembro, nas quais está em jogo o controle das duas casas do Congresso.
O anúncio
"Qualquer pessoa que denunciar uma fraude eleitoral em eleições anteriores ou nas próximas eleições de meio de mandato de 2026 receberá US$ 1 milhão após a prisão e a condenação dos responsáveis pela fraude!", escreveu Trump na rede Truth Social.
O presidente mantém a afirmação, sem provas, de que venceu as eleições de 2020, vencidas pelo democrata Joe Biden. Na sexta-feira (23), ele disse ter pedido ao Departamento de Justiça um recurso preventivo caso os democratas vençam a disputa pelo Senado no Alasca, onde a cédula traz dois candidatos de nome Dan Sullivan: o senador republicano que concorre à reeleição e um candidato independente.
Contexto e contestações
A administração Trump tem pressionado estados a entregar dados sensíveis de registro de eleitores, sob o argumento de que regras mais rígidas são necessárias para a confiança no processo eleitoral. Especialistas e autoridades eleitorais consideram essas iniciativas uma interferência excessiva do governo federal. Autoridades eleitorais disseram que se preparam para uma possível interferência federal nas eleições de meio de mandato.
Pesquisas indicam que o Partido Republicano pode enfrentar dificuldades na disputa. Sobre a fraude, o centro de estudos Brookings Institution analisou um banco de dados da Heritage Foundation e identificou 39 casos entre mais de 100 milhões de votos examinados em 32 eleições na Pensilvânia ao longo de três décadas. O Brennan Center afirma que a fraude é muito rara e que muitos casos apontados como tal são, na verdade, erros de eleitores ou de funcionários da administração eleitoral.
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