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ESTADOS UNIDOS

Trump cancela a transmissão ao vivo do fuzilamento de Nidal Hasan, mas mantém a execução para 3 de dezembro

O presidente recuou do plano anunciado pelo Pentágono, que provocou críticas de republicanos, democratas e líderes religiosos. Familiares das vítimas poderão acompanhar a execução pessoalmente. Será a primeira execução militar no país em mais de 60 anos.

Redação MNMundo2 min de leitura
Trump cancela a transmissão ao vivo do fuzilamento de Nidal Hasan, mas mantém a execução para 3 de dezembro
Foto: Ministério da Notícia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (15) que a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan não será transmitida ao vivo. Hasan é um ex-psiquiatra do Exército americano condenado à morte por matar 13 pessoas e ferir outras 32 na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. A decisão é um recuo em relação ao plano apresentado pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth.

O que Trump disse

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a transmissão poderia ter servido como exemplo de dissuasão, mas que muitas pessoas "bem-intencionadas" prefeririam não ver a morte do condenado, seja ao vivo ou por qualquer outro meio visual. O presidente confirmou que a execução continua marcada para 3 de dezembro e será feita por um pelotão de fuzilamento, e que familiares próximos das vítimas poderão presenciá-la, se quiserem.

Se for realizada, será a primeira execução militar nos Estados Unidos em mais de 60 anos.

A reação ao plano

Hegseth havia anunciado no início do mês que a execução seria pública, e o Pentágono confirmou depois que o procedimento seria transmitido ao vivo. A decisão provocou forte reação contrária de integrantes dos partidos Republicano e Democrata e de líderes religiosos.

Entre as preocupações estava a possibilidade de que as imagens fossem usadas para estimular a radicalização. Pesquisas recentes mostraram que a maioria dos americanos se opõe à transmissão. Ainda assim, o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, chegou a minimizar a questão ao dizer, no domingo, que "ninguém era obrigado a assistir". O vice-presidente JD Vance, que havia manifestado reservas, também tinha colocado em dúvida que a transmissão fosse realizada.

Fonte: Ministério da Notícia.

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