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Ministério da Notícia
CASO TAUBATÉ

Justiça manda prender bombeiro que matou estudante de Medicina, mas prisão só após a eleição

TJ-SP aceitou recurso do Ministério Público e decretou a preventiva do bombeiro suspeito de matar Bruno Hashimura após briga de trânsito. Lei eleitoral adia o cumprimento para terça-feira (6).

Redação MNSegurança2 min de leitura
Justiça manda prender bombeiro que matou estudante de Medicina, mas prisão só após a eleição
Foto: Ministério da Notícia

O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou na sexta-feira (2) a prisão preventiva do bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, suspeito de matar a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23, depois de uma discussão de trânsito em Taubaté, no Vale do Paraíba.

Mesmo com a ordem expedida, o bombeiro não deve ser preso antes da eleição. O artigo 236 do Código Eleitoral proíbe prisões a partir de cinco dias antes da votação até 48 horas depois, salvo flagrante. Por isso, o mandado só poderá ser cumprido a partir de terça-feira (6).

Solto um dia depois do crime

O caso aconteceu na quarta-feira (30), na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo. Bruno foi baleado e levado ao Hospital Regional, mas não resistiu. O bombeiro foi detido e o caso foi registrado como homicídio qualificado, por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na quinta-feira (1º), depois da audiência de custódia em São José dos Campos, ele ganhou liberdade provisória com medidas cautelares, como comparecimento periódico à Justiça e recolhimento domiciliar nos fins de semana e folgas.

O que diz a decisão

O Ministério Público recorreu, e a relatora, desembargadora Gilda Alves Barbosa Diodatti, da 15ª Câmara de Direito Criminal, aceitou o pedido. Na decisão, ela considerou a prisão "fundamental para evitar temeridade social e risco à integridade da ordem social, bem como para assegurar a efetividade da prestação jurisdicional".

A magistrada também citou a necessidade de proteger uma testemunha do caso contra possíveis ameaças ou pressões.

Versão do suspeito

Em depoimento, o bombeiro disse que achou que estava sendo assaltado e que viu um objeto prateado na mão das vítimas, que teria confundido com uma arma. A defesa sustenta a tese de legítima defesa, que foi contestada pela Polícia Civil. Procurada após a decisão do tribunal, a defesa não havia se manifestado até a publicação das reportagens.

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