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GREVE NO CHILE

Supervisores da maior mina de cobre do mundo iniciam greve no Chile

Trabalhadores rejeitam proposta salarial da BHP e cobram melhores condições de segurança após quatro mortes recentes no setor

Redação MNMundo2 min de leitura
Supervisores da maior mina de cobre do mundo iniciam greve no Chile
Foto: Ministério da Notícia

Supervisores da Escondida, a maior mina de cobre do mundo no Chile, iniciam uma greve nesta quarta-feira após rejeitarem a última oferta econômica da empresa australiana BHP. Cerca de mil profissionais decidiram pela paralisação depois do fracasso na mediação governamental entre o sindicato e a companhia. O sindicato anunciou a decisão nesta terça-feira e apontou que a proposta apresentada pela empresa foi considerada deficiente. A categoria cobra reivindicações essenciais como aumento salarial, bônus mensal de produção e benefícios de fechamento compatíveis com o mercado. Os trabalhadores acusam a BHP de romper as negociações e afirmam que a responsabilidade pela paralisação recai exclusivamente sobre a companhia. A mina fica localizada no Deserto do Atacama e responde por um quarto de toda a produção de cobre chileno. No passado, a unidade enfrentou uma greve de 43 dias no ano de 2017 que deixou o mercado mundial de cobre em estado de alerta.

Pressão por segurança e impacto no mercado

A decisão ocorre em um momento de forte pressão sobre as normas de segurança no trabalho em várias mineradoras do país. Nas últimas semanas, um funcionário morreu na Escondida, outro faleceu na unidade Radomiro Tomic no norte e dois prestadores de serviço perderam a vida em El Teniente no centro. A greve atual ameaça balançar o mercado global de cobre, que é um metal essencial para a transição energética, inteligência artificial e indústria de defesa. Uma eventual interrupção prolongada agravaria a queda na extração do metal no Chile, que lidera o setor e registrou em agosto o nível mais baixo em 15 anos devido a tempestades e problemas operacionais. Um sindicato de operadores da mesma mina já alertou que seus associados também vão interromper as atividades caso condições mínimas de segurança não sejam atendidas pela empresa. O cenário de paralisações no setor minerador chileno inclui ainda uma greve iniciada na semana passada por trabalhadores da mina Centinela no Atacama após a rejeição de outra oferta coletiva. A BHP informou que não possui comentários no momento sobre as negociações ou sobre o anúncio da greve feita pelos supervisores.

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