Mais de 300 soldados dos EUA vão à Colômbia para treinamento contra o narcotráfico
O Ministério da Defesa colombiano anunciou o envio de militares americanos a partir de terça-feira (27) para exercícios antidrogas na base de Tolemaida. O treino, previsto até 11 de novembro, reúne cerca de 800 participantes.

Mais de 300 soldados dos Estados Unidos serão enviados à Colômbia a partir desta terça-feira (27) para participar de exercícios militares de combate ao narcotráfico. A missão foi anunciada pelo Ministério da Defesa colombiano nesta segunda-feira (26).
O que será treinado
Os treinamentos ocorrerão entre 30 de outubro e 11 de novembro, na base militar de Tolemaida, a cerca de 100 quilômetros de Bogotá. Além das operações contra o tráfico de drogas, as atividades incluem estratégias contra a mineração ilegal e contra ataques realizados com drones carregados de explosivos.
Segundo comunicado do Comando Sul dos EUA, o exercício reunirá cerca de 800 participantes: aproximadamente 350 militares americanos e mais de 400 soldados do Exército colombiano. Os americanos são integrantes de um batalhão de montanha, especializado em operações em terrenos de difícil acesso, e trabalharão ao lado do Batalhão Contra o Narcotráfico nº 1 da Colômbia.
Segundo o Ministério da Defesa colombiano, a iniciativa pretende aprimorar a atuação conjunta das forças armadas, com troca de técnicas de combate, procedimentos operacionais e experiências de campo. Esta é a quarta edição do exercício Vanguardia del Sur. Na fase inicial, os militares de especialidades médicas dos dois exércitos vão treinar atendimento imediato e primeiros socorros a feridos com lesões simuladas de minas.
Contexto da aproximação
A atividade faz parte da aliança firmada pelo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, com o Escudo das Américas, coalizão antidrogas e de segurança regional liderada pelo governo de Donald Trump. Em agosto, a Colômbia autorizou operações militares conjuntas com os EUA contra grupos ligados ao narcotráfico.
De la Espriella, aliado de Trump, substituiu o esquerdista Gustavo Petro, rejeitou a continuidade das negociações de paz com grupos armados e declarou que pretende ampliar os ataques aéreos contra guerrilheiros e traficantes. O primeiro bombardeio ordenado por ele matou dois rebeldes perto da fronteira com a Venezuela.
Críticas às ações americanas
Desde setembro do ano passado, forças dos EUA realizam ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no Pacífico, com pelo menos 215 mortos. O governo Trump não apresentou evidências de que todas as embarcações atingidas estivessem ligadas ao narcotráfico, e especialistas em direito e organizações de direitos humanos questionam a legalidade dos ataques.
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