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FIM DAS BETS

Saúde intensifica busca ativa de apostadores após proibição das bets

Ministério vai usar dados federais e rede digital para oferecer tratamento a pessoas com comportamento de jogo problemático.

Redação MNTecnologia2 min de leitura
Saúde intensifica busca ativa de apostadores após proibição das bets
Foto: Ministério da Notícia

O Ministério da Saúde vai intensificar a busca ativa por apostadores contumazes para oferecer acompanhamento e tratamento médico nos casos necessários. A medida ocorre após a proibição das apostas on-line anunciada nesta sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. O ministro Alexandre Padilha afirmou que a pasta pretende prestar apoio aos jogadores e aos familiares afetados pela mudança nas regras do setor. As políticas de busca ativa por pessoas com comportamento de jogo problemático já funcionam desde dezembro de 2025. O trabalho utiliza dados compartilhados pela Receita Federal e pelos ministérios da Fazenda e da Segurança Pública. A circulação dessas informações ocorre por meio do ambiente digital Nuvem Brasil, que opera sob regras da Lei Geral de Proteção de Dados e da ética em saúde. O ministro da Saúde declarou que o sistema é totalmente protegido para garantir a segurança dos cidadãos monitorados. Ainda não existem detalhes definidos sobre o fluxo completo de atendimentos nem a previsão exata de quando os contatos em massa serão realizados.

Atendimento digital e saúde mental

A rede do programa Meu SUS Digital e o sistema de teleatendimentos serão empregados para fornecer suporte em saúde mental. A estratégia busca auxiliar quem apresentar dificuldades com a interrupção das apostas on-line. O ministro destacou que os impactos negativos das bets atingem tanto a saúde pública quanto a economia nacional. Durante a coletiva na capital paulista, Padilha mencionou um levantamento do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde sobre o tema. O estudo aponta que o custo social associado às apostas chega a R$ 38,8 bilhões por ano no Brasil. Desse montante total, cerca de R$ 17 bilhões correspondem especificamente aos custos gerados por mortes adicionais decorrentes de suicídios no país.

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