São Paulo confirma novos casos de sarampo e total chega a trinta
Dois novos registros em crianças na capital elevam o total de casos da doença no estado ao longo deste ano.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta quarta-feira dois novos casos de sarampo em crianças com menos de dois anos de idade na capital paulista. Com os registros recentes divulgados hoje, o estado passa a somar trinta ocorrências da doença somente ao longo deste ano. A maior parte das pessoas afetadas pelo vírus não possuía imunização adequada contra a enfermidade. Vinte e duas pessoas do total acumulado não tinham recebido nenhuma aplicação ou apresentavam o esquema vacinal incompleto. Os dados epidemiológicos reforçam a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada em todas as faixas etárias. Cidades como Guarulhos e São Bernardo do Campo concentraram grande parte das notificações anteriores. Uma ampla campanha de vacinação ocorreu nesses municípios durante o mês de agosto para conter o avanço das transmissões. Cerca de dois milhões e meio de doses da vacina contra o sarampo foram aplicadas em território paulista apenas naquele período. As autoridades de saúde reforçam que a prevenção continua sendo a principal forma de evitar novos surtos no estado.
Orientações sobre a vacinação
A população deve procurar a unidade de saúde mais próxima de casa para verificar a situação vacinal e receber as doses necessárias. O calendário oficial estabelece diretrizes específicas para cada faixa etária elegível para a imunização. Crianças devem tomar a primeira dose aos doze meses e a segunda dose aos quinze meses de idade. Pessoas entre quinze meses e vinte e nove anos precisam registrar duas doses com intervalo mínimo de trinta dias. Já a população de trinta a cinquenta e nove anos deve apresentar pelo menos uma dose registrada na caderneta. Trabalhadores da área da saúde precisam comprovar duas doses da vacina, independentemente da idade atual. A dose zero da vacina tríplice viral continua disponível para bebês de seis a onze meses em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Essa aplicação especial é destinada a bebês que tiveram contato com suspeitos da doença, conforme avaliação da vigilância epidemiológica. Essa dose aplicada antes do primeiro ano de vida não substitui as doses regulares do calendário. As crianças imunizadas com a dose zero ainda deverão receber as aplicações normais aos doze e aos quinze meses.
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