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Sánchez diz que vítimas de colisão de trens na Espanha podem ter até 27 nacionalidades; 13 dos 69 mortos foram identificados

O primeiro-ministro espanhol afirmou que o governo trabalha para identificar as vítimas e admitiu que a confiança no sistema de trens de alta velocidade está "quebrada". Há 70 registros de desaparecimento.

Redação MNMundo2 min de leitura
Sánchez diz que vítimas de colisão de trens na Espanha podem ter até 27 nacionalidades; 13 dos 69 mortos foram identificados
Foto: Reprodução

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta sexta-feira (30) que pessoas de até 27 nacionalidades podem estar entre os afetados pela colisão de dois trens de alta velocidade que deixou ao menos 69 mortos. Segundo ele, o governo trabalha com embaixadas e consulados para dar informações sobre seus cidadãos e assistência às famílias.

Identificação das vítimas

O presidente da região de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, disse que há 70 registros de desaparecimento e advertiu que o número de mortos pode aumentar. Parte desses registros pode corresponder a pessoas cujos corpos já foram encontrados, mas ainda não tiveram a identidade confirmada. Até agora, apenas 13 vítimas fatais foram identificadas, e o trabalho é dificultado pelas condições dos restos mortais. Familiares forneceram amostras de DNA e aguardam notícias em Toledo.

Estrangeiros

Segundo o Ministério das Relações Exteriores espanhol, ao menos 51 estrangeiros estiveram envolvidos no acidente. Acredita-se que dois tenham morrido, nove ficaram feridos e 18 não sofreram ferimentos graves. A situação dos outros 22 permanece incerta.

O acidente

A colisão ocorreu na manhã de quarta-feira (28), perto de Urda, na província de Toledo, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri. Um trem da estatal Renfe atingiu a parte traseira de um comboio da companhia Iryo que estava parado na via. Dos 110 pacientes hospitalizados, 71 receberam alta e 39 seguem internados. As buscas entre os vagões continuam, com cães e três guindastes.

Promessa do governo

Sánchez disse que o governo trabalha "de maneira incansável" para oferecer informação fidedigna às famílias, reconheceu que a confiança no sistema de alta velocidade está "quebrada" e prometeu esclarecer as causas e adotar medidas para evitar nova tragédia. Em 18 de janeiro, outra colisão na mesma linha havia matado 46 pessoas.

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