Rubio diz que EUA não facilitaram a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e que Trump autorizou a entrada
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em Atlanta que o governo americano não participou dos arranjos da viagem do senador, que chegou a Miami na quarta-feira (28). Segundo Rubio, Donald Trump decidiu permitir a entrada, já que Flávio tinha visto.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou na tarde deste sábado (31) que o governo americano não facilitou a saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. A declaração foi dada em entrevista coletiva das reuniões que antecedem a cúpula do G20, em Atlanta. Flávio desembarcou em Miami na quarta-feira (28).
O que disse Rubio
"Não facilitamos nada. Ouvimos que ele chegaria nos Estados Unidos, ele tinha um visto, e o presidente Donald Trump decidiu permitir a entrada dele", declarou o secretário.
Rubio acrescentou que os Estados Unidos não estão envolvidos nos arranjos feitos por Flávio para deixar o país. "Ao menos, o governo dos Estados Unidos não está envolvido diretamente em nenhum dos movimentos que ele fez", disse. O secretário relatou ainda que Trump deixou claro que, se o senador entrasse no país, teria a entrada autorizada, e que foi o que aconteceu.
Relatos sobre o voo
Reportagens publicadas nos Estados Unidos atribuem ao estrategista político Jason Miller, assessor de comunicação de Trump, a organização do avião particular que levou Flávio aos EUA depois da derrota na eleição presidencial. Miller integra o círculo de confiança de Trump, participou de suas campanhas e mantém relação antiga com a família Bolsonaro. Ele voltou à Casa Branca em agosto para assessorar a campanha republicana nas eleições legislativas e ocupa atualmente a função de "special government employee", categoria de funcionário federal em geral vinculada a serviços temporários ou limitados.
De acordo com esses relatos, Miller fez parte de um pequeno grupo que, em contato com Eduardo Bolsonaro, providenciou um jato para levar Flávio da Argentina até a Flórida. A operação teria começado a ser organizada na segunda-feira (26), depois da determinação judicial para que o senador entregasse seus passaportes. Procurado por um dos jornais que publicaram o relato, Miller recusou-se a comentar.
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