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Protestos da Geração Z chegam à Alemanha e reúnem milhares em mais de 30 cidades, com participação abaixo da esperada

Atos liderados por jovens pedem mais investimento em educação, menor custo de vida e contra o serviço militar obrigatório. A polícia contou número bem inferior ao projetado pelos organizadores.

Redação MNMundo3 min de leitura
Protestos da Geração Z chegam à Alemanha e reúnem milhares em mais de 30 cidades, com participação abaixo da esperada
Foto: Reprodução

Manifestações lideradas por jovens ocorreram neste sábado (31) em dezenas de cidades da Alemanha, no que ficou conhecido como a chegada dos protestos da Geração Z ao país. Os atos pedem mais investimento em educação e redução do custo de vida, e se opõem ao serviço militar obrigatório.

Quem organizou e o que pede

Os protestos foram convocados pelo grupo Gen Z regelt (algo como "a Geração Z assume o comando", em tradução livre do alemão). A iniciativa afirma ter organizado atos em 12 cidades, entre elas Berlim, Frankfurt e Munique. Ao longo da semana, outras manifestações foram convocadas, e os atos foram registrados em mais de 30 cidades.

Os participantes dizem que muitos jovens alemães enfrentam dificuldades com o aumento dos custos de vida. Em Berlim, uma estudante de pós-graduação de 25 anos disse estar irritada com o governo, que, segundo ela, gasta com as Forças Armadas, mas não com educação nem com saúde.

Os números

A contagem de participantes é disputada. Os organizadores esperavam inicialmente 182 mil pessoas e chegaram a anunciar 69 mil participantes nas cidades em que organizaram atos. Números oficiais divulgados na tarde de sábado indicaram público significativamente menor. A polícia de Frankfurt, Munique e Berlim registrou 6 mil manifestantes, contra cerca de 36 mil indicados no site dos organizadores. Em Berlim, a polícia estimou cerca de 5 mil pessoas reunidas no Portão de Brandemburgo.

Preocupação com violência

O governo alemão e autoridades locais afirmaram esperar manifestações pacíficas, mas alertaram para tentativas de grupos extremistas de explorar o movimento. O Ministério Federal do Interior informou que partes da cena extremista do país e grupos ligados a movimentos estrangeiros uniram esforços para mobilizar apoio.

O ministro do Interior do estado de Hesse, Roman Poseck, cuja capital é Frankfurt, citou as cenas vistas na França: "Todos nós temos aquelas imagens da França em nossas mentes, saques, casas em chamas, veículos da polícia incendiados e ataques a policiais". Segundo ele, "a França não deve ser apresentada como modelo nesse sentido". Algumas empresas de cidades alemãs taparam as vitrines com tábuas e planejaram fechar mais cedo, inclusive na avenida comercial Kurfürstendamm, em Berlim.

Onda europeia

Os atos alemães seguem uma série de protestos liderados pela Geração Z na Europa neste ano. Na Sérvia, o ativismo estudantil ajudou a derrubar nas urnas o líder de longa data do país, e na França as manifestações terminaram em tumultos e saques. A França se prepara para o terceiro sábado de protestos, e o Conselho de Estado francês proibiu o trajeto que os sindicatos pretendiam percorrer no centro de Paris, após recurso do governo, por risco de perturbação grave da ordem pública. Na Itália, houve confrontos entre manifestantes e polícia na sexta-feira (30).

Em Berlim, alguns participantes foram aos atos com fantasias de Halloween, data que coincidiu com os protestos.

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