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FRANÇA

Centenas protestam em Paris após suspeito de atentado racista ter a prisão preventiva revogada

O suspeito, de 39 anos, foi transferido para unidade psiquiátrica da polícia para observação de até 48 horas. Manifestantes homenagearam a vítima e protestaram contra o racismo e o avanço da extrema direita.

Redação MNMundo2 min de leitura
Centenas protestam em Paris após suspeito de atentado racista ter a prisão preventiva revogada
Foto: Reprodução

Centenas de pessoas ocuparam as ruas de Paris neste domingo (25) para homenagear as vítimas de um atentado e protestar contra o racismo e o avanço da extrema direita na França. O ato ocorreu depois que a Justiça francesa revogou a prisão preventiva do suspeito do ataque, de motivação racista.

A decisão e o suspeito

A Procuradoria Nacional Antiterrorismo anunciou que Kévin T., 39 anos, foi transferido para uma unidade psiquiátrica da polícia para um período de observação de até 48 horas, a fim de determinar se tem condições de saúde mental compatíveis com a continuidade dos interrogatórios. Segundo fontes próximas à investigação, ele tinha diagnóstico prévio de esquizofrenia e fazia tratamento. Exames toxicológicos apontaram maconha e cocaína no sangue. O texto lido não traz manifestação da defesa do suspeito.

O ataque

Na manhã de sexta-feira (23), o agressor atirou de dentro de um carro, com uma pistola-metralhadora, contra pessoas em um posto de gasolina, um centro médico e um parque infantil em Trappes e La Verrière, a sudoeste de Paris. Uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas. O presidente Emmanuel Macron classificou o caso como "atentado terrorista racista" e disse que o atirador poupou deliberadamente algumas pessoas com base na cor da pele e na aparência.

Reação da família

O advogado da família de Pengo Bossio Wangi, jovem francês de origem congolesa de 26 anos morto no ataque, Yassine Bouzrou, criticou a decisão: "Quando o atentado procede da extrema direita, a questão psiquiátrica se impõe muito rapidamente". Ele defendeu que a perícia e os prazos de avaliação sejam os mesmos, seja qual for o perfil ideológico do acusado.

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