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CRISE DOS TRANSPORTES

Presidenciáveis debatem crise no transporte e divergem sobre tarifa zero

Queda de passageiros e avanço de carros colocam mobilidade urbana no centro da disputa eleitoral com propostas opostas

Redação MNBrasil3 min de leitura
Presidenciáveis debatem crise no transporte e divergem sobre tarifa zero
Foto: Ministério da Notícia

A crise do transporte coletivo e a alta dependência de carros e motos inseriram a mobilidade urbana no debate presidencial. O tema, tratado historicamente como atribuição de estados e municípios, ganhou espaço diante do agravamento dos problemas de circulação nas cidades brasileiras. Os seis candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto apresentaram planos que combinam a expansão ferroviária, a eletrificação de frotas e obras de infraestrutura. As propostas também incluem mudanças no financiamento do transporte coletivo para tentar reverter o cenário atual de perda de usuários.

Os dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos indicam que os ônibus perderam quase 46 por cento dos passageiros pagantes em um intervalo de doze anos. Esse esvaziamento progressivo ocorreu de forma simultânea ao crescimento do uso individual de veículos particulares nas vias urbanas do país. No Censo de 2022, o automóvel já respondia por 32,3 por cento de todos os deslocamentos realizados pelos trabalhadores para o posto de trabalho. A expansão da frota de motos também acompanhou essa tendência de substituição do transporte público pelo individual.

Os candidatos divergem frontalmente sobre medidas específicas para solucionar o problema da mobilidade nas grandes cidades. Entre os pontos de maior discordância nos programas de governo estão a adoção generalizada da tarifa zero e a possibilidade de emissão de carteira nacional de habilitação para jovens de 16 anos. Enquanto algumas correntes defendem o passe livre universal custeado pelo poder público, outras priorizam investimentos em infraestrutura viária e tecnológica. A permissão para motoristas mais jovens também divide opiniões sobre os impactos na segurança viária.

O futuro da mobilidade nas cidades

A discussão sobre o financiamento do transporte público envolve debates complexos sobre a destinação de subsídios estatais e federais. Os especialistas apontam que o modelo atual de custeio baseado apenas na tarifa paga na catraca se tornou insustentável financeiramente. A queda contínua no número de passageiros gera um ciclo vicioso de aumento de preços e redução de linhas, o que afasta ainda mais os usuários. A eletrificação dos ônibus aparece como consenso entre as diretrizes apresentadas, mas esbarra nos altos custos de implantação.

A expansão da rede ferroviária e metroviária figura entre as principais apostas para desafogar o trânsito nos grandes centros urbanos do país. Os projetos apresentados preveem maior integração entre diferentes modais de transporte para facilitar o deslocamento diário da população. As propostas detalham formas de financiamento por meio de parcerias entre o setor público e a iniciativa privada. A execução dessas obras depende de articulação política com governadores e prefeitos eleitos.

Os eleitores acompanham as propostas para decidir qual modelo de gestão urbana atenderá melhor às demandas das metrópoles brasileiras. As campanhas continuam a detalhar os cronogramas de investimentos e as fontes de recursos para cada uma das intervenções planejadas. A próxima fase da disputa presidencial deve aprofundar o confronto de ideias sobre o futuro da mobilidade urbana.

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