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Premiê da Albânia rejeita renunciar no sexto dia de protestos, e confrontos com a polícia se repetem também em Milão

Estudantes protestam em Tirana contra a corrupção e Edi Rama diz que não deixará o cargo. Na Itália, manifestantes entraram em choque com a polícia em Milão, e Giorgia Meloni convocou reunião do governo.

Redação MNMundo2 min de leitura
Premiê da Albânia rejeita renunciar no sexto dia de protestos, e confrontos com a polícia se repetem também em Milão
Foto: Reprodução

Confrontos entre manifestantes e policiais voltaram a ocorrer neste domingo (18) na Albânia e na Itália, em meio à onda de protestos que atinge a Europa depois dos atos violentos na França.

Albânia: premiê rejeita renúncia

Na capital, Tirana, os protestos chegaram ao sexto dia. Liderados por estudantes, eles são motivados pela indignação com a suposta corrupção no governo, a falta de empregos e a baixa qualidade da educação. Manifestantes que pedem a saída do primeiro-ministro, Edi Rama, incendiaram prédios públicos e bancos, quebraram vitrines e arrancaram pedras do calçamento para atirar contra os agentes.

Neste domingo, milhares de pessoas se reuniram em frente ao Ministério da Educação. A tropa de choque respondeu com gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha. A polícia informou que 388 pessoas foram acusadas de crimes durante os protestos, e dezenas de policiais e manifestantes ficaram feridos.

Rama rejeitou os pedidos de renúncia. Em transmissão ao vivo no Facebook, disse que o desafiado não é ele, o governo ou a maioria vencedora nas eleições, mas "um caminho, uma missão". Segundo o premiê, os albaneses precisam decidir se querem os protestos ou a União Europeia. A Comissão Europeia condenou o uso da violência e elogiou o compromisso das autoridades locais em proteger o direito de protesto. Rama cancelou uma reunião que teria nesta segunda-feira (19), em Viena, com o chanceler austríaco, Christian Stocker.

Itália: choques em Milão

Em Milão, a tropa de choque usou gás lacrimogêneo e canhões de água contra manifestantes que atiraram pedras e saquearam lojas em protesto contra a piora dos serviços públicos e o aumento do custo de vida. Centenas de encapuzados quebraram vitrines e incendiaram lixeiras na região central, perto da Piazza Duomo. Mais de 60 pessoas foram levadas à delegacia para averiguação.

No sábado (17), confrontos semelhantes tinham levado à prisão de 28 manifestantes em cidades do norte, como Bolonha, Bréscia, Bérgamo, Turim e a própria Milão, segundo relatório da polícia. A primeira-ministra, Giorgia Meloni, condenou o vandalismo e anunciou uma reunião do governo nesta segunda-feira para discutir medidas de contenção.

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