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Polícia Civil do Rio prende sete em operação contra rede suspeita de estuprar adolescentes e chantageá-las com vídeos

A Operação NXIVM cumpriu mandados em Niterói, São Gonçalo e Maricá. Entre os presos estão um assessor parlamentar e um policial militar, segundo a investigação.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Polícia Civil do Rio prende sete em operação contra rede suspeita de estuprar adolescentes e chantageá-las com vídeos
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quarta-feira (28), sete pessoas em uma operação contra uma rede suspeita de submeter adolescentes a estupros coletivos, tortura e chantagem na região metropolitana. Entre os presos estão um assessor parlamentar e um policial militar, de acordo com a investigação. Os nomes dos detidos não foram divulgados, e o texto lido não traz manifestação das defesas.

A operação

Batizada de Operação NXIVM, a ação da 74ª DP (Alcântara), em São Gonçalo, buscava cumprir dez mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e Maricá. Até a última atualização, oito mandados de prisão haviam sido cumpridos: sete pessoas foram detidas nesta quarta e um investigado que já estava preso recebeu nova ordem de prisão.

O que a polícia investiga

Segundo a investigação, os integrantes do grupo gravavam as agressões sexuais e ameaçavam divulgar as imagens para impedir que as vítimas deixassem o esquema. A polícia classifica o caso como escravidão sexual: os suspeitos se apresentavam como "senhores" e tratavam as adolescentes como "escravas". Segundo a Polícia Civil, a chantagem, somada a agressões físicas e psicológicas, mantinha as vítimas sob controle.

As infrações investigadas incluem estupro individual e coletivo, estupro de vulnerável, corrupção de menores, exploração sexual de adolescente, produção, divulgação e comercialização de vídeos de violência sexual, associação criminosa e tortura. A polícia afirma que as condutas foram individualizadas e que cada suspeito responderá apenas pelos respectivos crimes.

Os presos

O assessor parlamentar foi preso em casa, em Icaraí, na zona sul de Niterói. Segundo o delegado responsável, ele é suspeito de pedir com frequência vídeos dos abusos. O policial militar, de acordo com a investigação, esteve ao menos uma vez na residência onde ocorriam os abusos e teria mantido relação sexual com uma adolescente. A Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral da corporação cumpriu o mandado de prisão.

Origem do caso

O caso chegou à delegacia em julho, quando os pais de uma adolescente de 16 anos denunciaram os abusos sofridos pela filha. A análise de computadores e celulares apreendidos na casa do suspeito apontado pela jovem levou aos outros envolvidos. O nome da operação remete à NXIVM, organização criada nos Estados Unidos em 1998 cujo fundador foi condenado em 2019.

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