Ir para o conteúdo
Ministério da Notícia
SEGURANÇA

Polícia Civil do Rio prende sargento da PM e assessor de deputada do PSOL em operação contra exploração sexual de adolescentes

A Polícia Civil cumpriu oito mandados de prisão nesta quarta-feira (28) contra um grupo suspeito de gravar abusos contra adolescentes e chantageá-las. Entre os presos estão um sargento da PM e um assessor parlamentar.

Redação MNSegurança3 min de leitura
Polícia Civil do Rio prende sargento da PM e assessor de deputada do PSOL em operação contra exploração sexual de adolescentes
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu oito mandados de prisão nesta quarta-feira (28) na operação NXIVM, contra um grupo suspeito de produzir vídeos de abusos sexuais contra adolescentes e usar as imagens para chantageá-las. Entre os presos estão um terceiro-sargento da Polícia Militar e um assessor parlamentar da deputada federal Talíria Petrone (PSOL).

O alcance da operação

A ação tinha como meta cumprir 10 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e Maricá, na Região Metropolitana do Rio. Um dos alvos já estava preso, e o mandado foi cumprido na cadeia. A investigação está a cargo da 74ª DP (Alcântara).

Segundo a polícia, foram presos o terceiro-sargento Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, de 35 anos, e o assessor Carlos Alberto Lucio Bittencourt Filho, de 45. Também foram detidos Miguel Ribeiro Magni, de 20 anos, suspeito de filmar as agressões, João Lucas Figueiredo Perrenoud, João Pedro Alecrim Soares, Natã Marques Pereira e Carlos Otávio de Oliveira Soares da Silva.

Como a investigação começou

O caso começou no fim de julho, quando os pais de uma adolescente de 16 anos procuraram a delegacia ao notar mudanças no comportamento da filha. O irmão dela encontrou vídeos no celular da jovem. Na ocasião foi preso Matheus Rodrigues Gonçalves, que trabalhava no gabinete de um vereador de Niterói e é acusado de estupro. Ele também foi alvo de mandado nesta quarta, cumprido na cadeia.

A análise do material apreendido na casa dele foi considerada fundamental para identificar os demais envolvidos e mapear a atuação do grupo.

O que diz a polícia

De acordo com as investigações, os alvos registravam cenas de estupros coletivos e torturas e depois ameaçavam divulgar as imagens aos pais e nas redes sociais para forçar o retorno da vítima. A Polícia Civil define o esquema como "escravidão sexual", no qual os suspeitos se autodenominavam "senhores" e as vítimas eram tratadas como "escravas".

Os investigados podem responder por estupro de vulnerável, corrupção de menores, exploração sexual de adolescente, associação criminosa e tortura. A polícia trabalha para identificar outras possíveis vítimas e pessoas que aparecem nos vídeos, e não descarta a participação de outros policiais militares.

O delegado Antônio Silvino afirmou que a apreensão de computadores, celulares e tablets deve render novas fases da operação e que, na avaliação dele, há "muito mais gente envolvida". A Polícia Militar disse que acompanha os desdobramentos para avaliar as medidas cabíveis em relação ao sargento. A defesa dos presos não foi localizada até a publicação desta matéria.

WhatsAppSalvar

Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia

Leia também

Canal no WhatsApp