Polícia do Rio prende suspeito de ser olheiro da quadrilha que atirou na arqueóloga Tania Andrade Lima no Leblon
A Polícia Civil prendeu em Benfica, na quinta-feira (22), Fábio Cassiano da Silva, apontado como olheiro de um grupo de "saidinha de banco". Outro integrante morreu em perseguição na quarta (21).

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na quinta-feira (22), Fábio Cassiano da Silva, apontado como o olheiro de uma quadrilha especializada em roubos a clientes na saída de bancos, a chamada "saidinha de banco". Segundo as investigações, o grupo é o autor da tentativa de latrocínio contra a arqueóloga e professora Tania Andrade Lima, baleada no Leblon, na Zona Sul, na semana passada. A prisão foi divulgada nesta sexta-feira (23).
A prisão
Ele foi localizado em Benfica, na Zona Norte, por policiais da 9ª DP (Catete). De acordo com a polícia, Fábio observava a movimentação nas agências para identificar quem sacava dinheiro e repassava as informações aos comparsas, que seguiam as vítimas e faziam a abordagem depois da saída do banco. Os investigadores o identificaram em pelo menos cinco assaltos com o mesmo método.
Em março, no Recreio dos Bandeirantes, ele foi flagrado dentro de uma agência observando uma vítima, que fotografou e cujas imagens enviou aos comparsas. Em agosto, o grupo foi identificado em pelo menos quatro roubos em Copacabana, no Flamengo e na Barra da Tijuca. A polícia afirma que o caso mais recente atribuído à quadrilha é o do Leblon. Os investigadores buscam identificar os demais integrantes e a participação de cada um. Não houve manifestação da defesa dele até a última atualização das reportagens.
O ataque à arqueóloga
Tania Andrade Lima foi abordada na saída de um banco no Leblon. Segundo as informações, ao tentar se defender, foi derrubada e arrastada, e o criminoso atirou três vezes contra ela, que foi atingida no pescoço, no ombro e na mão, e precisou de mais cuidados na mão. Os criminosos fugiram numa moto. Ela é professora aposentada do Museu Nacional da UFRJ e coordenou a equipe que descobriu os vestígios do Cais do Valongo, em 2011, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em 2017.
Outro integrante morto
Na quarta-feira (21), outro integrante do grupo, de 28 anos, morreu após perseguição e troca de tiros com policiais civis na Rua São Clemente, em Botafogo. A polícia diz que ele tentou atropelar os agentes e atirou contra a equipe antes de ser baleado. Segundo a polícia, ele tinha 27 passagens, principalmente por roubo. Uma passageira que estava no carro foi atingida por estilhaços.
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