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Operação Sinalagma

Polícia prende em Pernambuco o "Gordão", apontado como líder do PCC em Ipojuca, na Operação Sinalagma

Renato Henrique do Carmo foi preso em condomínio de alto padrão em Muro Alto. No mesmo dia, a Polícia Civil de Pernambuco prendeu em Brasília uma delegada do Pará suspeita de colaborar com ele. A reportagem consultada não traz manifestação das defesas.

Redação MNBrasil2 min de leitura
Polícia prende em Pernambuco o "Gordão", apontado como líder do PCC em Ipojuca, na Operação Sinalagma
Foto: Ministério da Notícia

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu nesta quinta-feira (15) Renato Henrique do Carmo, conhecido como "Gordão", apontado como líder do PCC em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. A prisão faz parte da Operação Sinalagma, que no mesmo dia levou à prisão, em Brasília, da delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto. Os fatos são acusações da investigação e ainda não foram julgados. A reportagem consultada não traz manifestação das defesas.

Como foi a prisão

Segundo a reportagem, Renato Henrique foi preso em um condomínio de alto padrão na Praia de Muro Alto, em Ipojuca, quando estava na varanda do apartamento. Ele não resistiu à abordagem, e a polícia fez buscas no imóvel. O número de mandados cumpridos não foi informado.

Ele já havia sido preso em 14 de janeiro de 2025, quando usava identidade falsa, e depois foi solto.

A investigação

A operação é conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico (1ª DPRN/Denarc). A apuração começou com ações de inteligência para identificar lideranças criminosas na região de Muro Alto. Os dados do celular do investigado, extraídos com autorização judicial, ajudaram a identificar outros possíveis integrantes e colaboradores.

Segundo a investigação, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam uma estrutura interestadual voltada ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio, com divisão de tarefas, documentos falsos, uso de terceiros e de empresas formalmente constituídas. A análise financeira identificou movimentações de ao menos R$ 14.954.920,02.

A delegada presa em Brasília

A delegada Maria Virgínia Grimwood Pinto é investigada por corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e colaboração com organização criminosa. Conforme conversas extraídas do celular de Renato Henrique, a investigação aponta que ela teria um relacionamento amoroso com ele e teria recebido vantagens financeiras indevidas em troca de proteção, informações sigilosas e acesso a sistemas restritos. Uma transferência de R$ 50 mil é citada nas comunicações.

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