Polícia da Finlândia abre investigação criminal contra o Google por desmatamento em obra de data center
A apuração mira a derrubada de cerca de 400 mil árvores em Muhos antes da conclusão das avaliações ambientais. As obras de dois data centers foram suspensas por ordem das autoridades.

A polícia da Finlândia abriu nesta quinta-feira (29) uma investigação criminal para apurar infrações às leis ambientais no terreno onde o Google pretende construir um data center, em área rural do norte do país.
O que apontam as autoridades
Segundo as autoridades locais, a Tuike Finland, subsidiária do Google, derrubou 330 hectares de floresta, cerca de 400 mil árvores, em Muhos, antes de serem concluídas as avaliações de impacto ambiental exigidas pela legislação finlandesa.
Em comunicado, a polícia afirmou que, com base em informações preliminares, houve "ambiguidades e deficiências na drenagem e na gestão da água" no canteiro de obras. A investigação vai examinar, entre outros pontos, circunstâncias relacionadas a essas questões.
Obras interrompidas
A Autoridade Finlandesa de Licenciamento e Supervisão ordenou que a empresa interrompa imediatamente as obras de dois novos data centers, em Muhos e em Otanmäki, onde outras 150 mil árvores foram removidas.
O gerente nacional do Google na Finlândia, Antti Järvinen, pediu desculpas pela derrubada das árvores. O caso provocou debate no país, que atrai empresas de tecnologia por estabilidade geopolítica, grande oferta de terrenos e clima frio, que reduz gastos com energia. As autoridades analisam pedidos para 145 novos data centers, entre eles um projeto de infraestrutura de inteligência artificial avaliado em 13 bilhões de euros, o maior investimento do Google na Europa.
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