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SÃO PAULO

Polícia Civil de SP pede ao Tribunal de Justiça autorização para investigar deputado Marcelo Aguiar após disparo em casa noturna

O deputado estadual do PL, que tem foro especial, foi detido na madrugada de segunda-feira (19) depois de um tiro que atingiu o pé de um apresentador. O ofício foi recebido pelo Tribunal de Justiça nesta terça (20).

Redação MNSegurança2 min de leitura
Polícia Civil de SP pede ao Tribunal de Justiça autorização para investigar deputado Marcelo Aguiar após disparo em casa noturna
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo encaminhou ao Tribunal de Justiça um ofício em que pede autorização para investigar o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL). O recebimento do documento foi confirmado pelo tribunal nesta terça-feira (20). Como o parlamentar tem foro por prerrogativa de função, o pedido será analisado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça.

O caso

Aguiar, de 53 anos, foi detido por policiais militares após um disparo de arma de fogo na casa noturna Santo Cupido, na zona oeste de São Paulo, na madrugada de segunda-feira (19). O apresentador Fred Bruno, que estava no local, foi atingido no pé, sem ferimentos graves. De acordo com o boletim de ocorrência, a confusão começou depois que o deputado incomodou pessoas no estabelecimento, sem especificar o tipo de importunação. Ele foi algemado, conforme os policiais, por causa de seu estado de exaltação e do receio de risco à integridade física própria ou de terceiros.

Versão do deputado

Em depoimento, acompanhado do advogado, Aguiar disse lembrar de ter se sentido mal em alguns momentos, o que atribuiu a medicamentos ingeridos antes. Afirmou ter passado por revista ao entrar, que foi chamado por uma pessoa que não conhece e que caiu ao se virar, quando ouviu o estampido. Disse portar uma pistola Glock G42, registrada em seu nome, e que, se houve disparo, foi acidental. O advogado do parlamentar foi procurado nesta terça e não respondeu.

Próximos passos

Se os desembargadores autorizarem, a investigação deve ficar com a 3ª Delegacia Seccional, no mesmo prédio do 14º DP (Pinheiros), onde o caso foi registrado. A Polícia Civil já ouviu o deputado, um representante da casa noturna e uma testemunha, e busca imagens de câmeras de segurança.

O boletim de ocorrência não menciona exame de dosagem alcoólica ou toxicológico. Pelo Estatuto do Desarmamento, a autorização de porte perde a eficácia se o portador for detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas. A Secretaria da Segurança Pública não respondeu aos questionamentos sobre a ausência do teste.

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