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Polícia Civil do Rio faz operação em clínica de cirurgia plástica investigada por três mortes em Laranjeiras

A Delegacia do Consumidor cumpre quatro mandados na Clínica Celita Toledo. Ao menos 30 pessoas fizeram queixa, e a polícia apura cirurgias feitas por estudantes de pós-graduação sem supervisão.

Redação MNSaúde2 min de leitura
Polícia Civil do Rio faz operação em clínica de cirurgia plástica investigada por três mortes em Laranjeiras
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou na manhã desta quarta-feira (21) uma operação contra a Clínica Celita Toledo, em Laranjeiras, na Zona Sul da capital. O estabelecimento é investigado após a morte de três pacientes. Pelo menos 30 pessoas registraram queixa sobre o local.

A operação

Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) saíram para cumprir quatro mandados de busca e apreensão relacionados aos responsáveis pela clínica. Agentes do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) e da Vigilância Sanitária acompanham a ação. O centro cirúrgico foi fechado, e os policiais apreenderam medicamentos vencidos.

Mesmo com o histórico de denúncias, havia 15 cirurgias plásticas marcadas para esta quarta. Todas foram canceladas, e a orientação dos agentes é que os pacientes busquem ressarcimento.

O que a polícia apura

Segundo as investigações da Decon, uma das pacientes morreu durante uma cirurgia abdominal, depois de sofrer várias paradas cardíacas. Outra morreu após dois meses internada por complicações do procedimento, com infecção generalizada. Além das mortes, 24 mulheres relataram necrose, perda de tecidos, cicatrizes e deformações físicas permanentes.

Os agentes identificaram uma suposta atuação de profissionais sem habilitação para realizar cirurgias plásticas. De acordo com a investigação, estudantes de pós-graduação faziam os procedimentos sem supervisão médica e sem o conhecimento ou a autorização dos pacientes. O delegado Wellington Vieira afirmou que a situação é uma "utilização indevida" dessa força de trabalho e citou que, em um dos casos de morte, o anestesista era médico residente, o que, segundo ele, é proibido pelo Conselho Federal de Medicina por atuar sem preceptor.

Não havia manifestação da clínica nas informações disponíveis até a última atualização.

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