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ATAQUE EM VOO

Piloto esfaqueado por copiloto relata luta para evitar queda de avião

Comandante indiano abriu a cabine após ser atacado a caminho de Tel Aviv, permitindo que passageiros contivessem o agressor antes de pouso forçado.

Redação MNMundo3 min de leitura
Piloto esfaqueado por copiloto relata luta para evitar queda de avião
Foto: Ministério da Notícia

O comandante indiano Smit Machchhar relatou nesta sexta-feira (2) como lutou para sobreviver e impedir a queda de um Boeing 737 da FlyDubai, após ser esfaqueado pelo próprio copiloto. A agressão ocorreu na quarta-feira (30) durante o voo FZ1073, que partiu de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Tel Aviv, em Israel. Internado em um hospital de Abu Dhabi, o piloto detalhou os momentos de pânico durante uma chamada de vídeo com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Machchhar contou que já estava caído e gravemente ferido no chão do cockpit quando percebeu que a aeronave começava a mergulhar em direção ao solo. Ele reuniu forças para alcançar e destrancar a porta da cabine, o que permitiu a entrada de socorro antes que o avião ficasse sem controle. O piloto apareceu na transmissão televisiva com a cabeça enfaixada e tubos no nariz, afirmando que precisava se levantar para não deixar ninguém morrer.

Durante o confronto na cabine, a aeronave despencou cerca de 4.300 metros em aproximadamente 30 segundos, segundo registros da plataforma de monitoramento aéreo Flightradar24. A aproximação do espaço aéreo israelense foi interrompida de forma abrupta, forçando uma manobra drástica para conter a descida vertical. Gritos e movimentações na área frontal do avião alertaram os passageiros sobre a violência que ocorria a poucos metros de distância.

Ação na cabine e pouso forçado

Ao notar a abertura da porta, passageiros correram para conter o agressor dentro da cabine de comando. O israelense Yaniv Hayun relatou que assumiu os comandos manuais e puxou os controles para cima, conseguindo interromper a descida acelerada do jato comercial. Simultaneamente, dois pilotos da companhia que viajavam a bordo assumiram o controle oficial dos sistemas de voo para estabilizar a rota.

A aeronave transportava cerca de 180 pessoas, entre passageiros e tripulantes, que foram retiradas em segurança após o incidente. O governo da Arábia Saudita registrou que o voo pousou em emergência às 9h45 locais no Aeroporto Internacional Príncipe Sultan bin Abdulaziz, em Tabuk. O copiloto, de nacionalidade omani, foi hospitalizado sob custódia, e autoridades israelenses classificaram a ação como uma tentativa de ataque terrorista.

As investigações sobre o ataque em pleno voo seguem sob a liderança do Ministério do Interior saudita, em cooperação direta com agentes dos Emirados Árabes Unidos. A companhia aérea FlyDubai confirmou o tumulto na cabine e providenciou um voo extra para que os passageiros pudessem seguir viagem até o destino planejado. Machchhar permanece internado em observação médica, enquanto órgãos de aviação avaliam as condições de segurança da rota.

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