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INVESTIGAÇÃO

PF diz ter encontrado sala secreta com máquina de contar dinheiro em hangar de advogado amigo de Flávio Bolsonaro

Imagens da Polícia Federal mostram sala-cofre com porta blindada em hangar do advogado Willer Tomaz, no aeroporto de Brasília. A defesa diz que o espaço serve a empresas de transporte de valores.

Redação MNSegurança2 min de leitura
PF diz ter encontrado sala secreta com máquina de contar dinheiro em hangar de advogado amigo de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

A Polícia Federal encontrou uma sala secreta em um hangar do Aeroporto Internacional de Brasília que, segundo a investigação, seria usada pelo advogado Willer Tomaz para guardar dinheiro vivo. Tomaz é amigo do senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. A existência da sala foi revelada nesta quarta-feira (21).

O que a PF encontrou

Imagens feitas pela PF mostram uma porta blindada, escondida atrás de um painel de madeira que imitava uma parede. Dentro do ambiente havia prateleiras de metal, uma mala vazia e uma máquina de contar notas, que foi apreendida. Uma denúncia anônima levou os agentes ao local durante uma operação de busca e apreensão em agosto de 2026, em um hangar com aeronaves do advogado. A polícia suspeita que o dinheiro era guardado e organizado ali e transportado em aviões particulares.

As investigações

Tomaz é alvo de investigação aberta em agosto, com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, para apurar suspeitas de ocultação de patrimônio para o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Um segundo inquérito apura lavagem de dinheiro e evasão de divisas com uso de casas de apostas, e Flávio Bolsonaro também é investigado nesse caso. Segundo a PF, a movimentação financeira do advogado é incompatível com suas atividades econômicas. Dados do Ministério da Fazenda indicam que, em 2025, ele foi a pessoa que mais depositou dinheiro em bets no país, com cerca de R$ 5 bilhões em apostas.

A PF também diz ter encontrado mensagens e uma planilha que mostram o pagamento de R$ 12 mil a uma empresa para retirar da internet links de reportagens que o relacionavam a Flávio Bolsonaro.

O que diz a defesa

Willer Tomaz afirmou, em nota, que a sala-cofre e os equipamentos ficam em hangares de empresas de aviação e são essenciais para a prestação de serviços a empresas de transporte de valores. Para a defesa, a existência de ambientes protegidos, malotes e máquinas contadoras de cédulas é compatível com essa atividade e não indica irregularidade. Ele classificou como "fantasiosa e ridícula" a tese de que a sala seria usada para contar ou guardar recursos de origem não declarada.

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