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Operação Unha e Carne

PF prende deputado estadual eleito Márcio Canella e ex-chefe da Polícia Civil do Rio na Operação Unha e Carne

A 8ª fase apura suposta rede de proteção ao crime organizado no Rio. Segundo a PF, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos. A reportagem consultada não traz manifestação da defesa.

Redação MNBrasil2 min de leitura
PF prende deputado estadual eleito Márcio Canella e ex-chefe da Polícia Civil do Rio na Operação Unha e Carne
Foto: Ministério da Notícia

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (15) a 8ª fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro, e prendeu o deputado estadual eleito em 2026 Márcio Canella (União) e o delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil do Rio. Também foram presos quatro inspetores da Polícia Civil. Todos são acusados nos termos da investigação, que ainda não foi concluída. A reportagem consultada não traz manifestação da defesa dos investigados.

Quem foi preso

Além de Canella e Amim, a PF prendeu os inspetores Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. Glaucio Paz da Silva é alvo apenas de mandado de busca e apreensão.

O que a PF investiga

A operação foi iniciada em dezembro de 2025 para apurar o suposto vazamento de informações sigilosas de operações policiais contra o Comando Vermelho. Depois, a PF passou a investigar uma suposta rede de proteção ao crime organizado, que envolveria agentes públicos, parlamentares, integrantes do Judiciário e operadores financeiros. Não há conclusão sobre esses indícios.

Segundo a PF, com base em Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Crimes apontados

A investigação trata de organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel. Outros crimes podem surgir no decorrer da apuração.

Quem conduz

A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, da PF, que visa desarticular organizações criminosas no Rio de Janeiro e segue as diretrizes do Supremo Tribunal Federal na ADPF 635. Em 6 de outubro, a direção-geral da PF se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes sobre o tema.

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